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Irã se reúne em Viena com países signatários para manter vivo acordo nuclear

27/07/2019 20h55

Viena, 27 jul (EFE).- Os cinco países que continuam fazendo parte do tratado nuclear de 2015 - Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha - se reúnem neste domingo em Viena, na Áustria, com o Irã para analisar como manter o pacto vivo, já que o mesmo está ameaçado após a saída dos Estados Unidos no ano passado e os recentes descumprimentos de alguns de seus termos pelo regime iraniano.

A pedido dos países europeus signatários do acordo, as delegações se reúnem em nível de vice-ministros e dirigentes políticos em um hotel na capital austríaca.

Há várias semanas o Irã deixou de cumprir algumas de suas obrigações relacionadas com a quantidade e a pureza do urânio enriquecido, um material que tem tanto aplicações civis como militares.

Os iranianos acusam os europeus de não fazerem o suficiente para garantir os benefícios econômicos do acordo em meio às sanções americanas, entre elas um severo embargo ao petróleo da República Islâmica.

A Casa Branca acusa o Irã de ser uma força desestabilizadora no Oriente Médio por seu papel nas guerras da Síria e do Iêmen, e por seu apoio ao grupo extremista palestino Hamas na Faixa de Gaza.

Por outro lado, o Irã exige poder comercializar seu petróleo, a principal fonte de receitas do país, por isso está pressionado os Estados Unidos e o Reino Unido com ações contra alguns navios petroleiros no Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico.

Isso elevou a tensão ao máximo no Oriente Médio, o que torna as conversas deste domingo bastante relevantes para que as partes consigam chegar a uma distensão.

Os três países europeus do acordo - França, Reino Unido e Alemanha -, apoiados por Rússia e China, dizem estar dispostos a facilitar o comércio com o Irã através de um mecanismo financeiro que já está em operação, chamado Instex, que evita os efeitos das sanções dos EUA para as empresas europeias que fazem comércio com a nação asiática.

A última reunião entre as partes foi há exatamente um mês e terminou sem avanços, mas com o compromisso de tentar salvar o acordo nuclear assinado há quatro anos em Viena.

O tratado, ratificado em 2015 também pelos Estados Unidos, limita o programa nuclear do Irã em troca de alívios econômicos para o país asiático, sempre com o objetivo de evitar que o regime dos aiatolás consiga desenvolver bombas atômicas. EFE

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