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China critica Estados Unidos por saída do tratado de eliminação de mísseis

06/08/2019 15h05

Genebra, 6 ago (EFE).- A China criticou nesta terça-feira os Estados Unidos por causa do rompimento de forma unilateral do tratado com a Rússia para a eliminação de mísseis de curto e médio alcances, assinado com a antiga União Soviética durante a Guerra Fria.

"A intenção é fazer com que o tratado não seja válido e assim buscar vantagens militares e estratégicas", disse o embaixador do país asiático Li Song, na sessão da Conferência do Desarmamento em Genebra, na Suíça.

O diplomata garantiu que a China, assim como os outros membros da comunidade internacional, está "profundamente preocupada" com o encerramento do acordo.

Com relação ao pedido dos EUA, de que o país asiático participasse das negociações sobre o controle de armas nucleares, Li garantiu que o governo chinês não se envolverá, sob o argumento de que possui uma gestão transparente de seu arsenal, que não põe a paz e a segurança internacional em risco.

Por outro lado, o embaixador da Rússia na conferência, Gennady Gatilov, acusou os americanos de lançarem uma campanha para responsabilizar os russos pelo fim do acordo de eliminação de mísseis de curto e médio alcances.

A troca de acusações entre Estados Unidos e China acontece em meio à tensão entre os dois países, provocada pelo agravamento da guerra comercial que vem sendo travada desde o ano passado. Nesta semana, o embate chegou ao setor cambial, depois da queda da cotação do yuan em relação ao dólar.

O tratado foi assinado por União Soviética e EUA há 30 anos e proibia que as duas potências protagonistas da Guerra Fria fabricassem, desenvolvessem ou testassem mísseis de curto (500 a 1 mil quilômetros) e médio (1 mil a 5,5 mil quilômetros) alcances.

Segundo os Estados Unidos, o míssil de cruzeiro 9M729, desenvolvido pela Rússia, violava o acordo, pois pode ser utilizado nas distâncias abrangidas pelo tratado, o que motivou as primeiras ameaças de saída do mesmo, até a confirmação que aconteceu na semana passada. EFE

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