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Foragida, ex-primeira-ministra da Tailândia obteve cidadania da Sérvia

09/08/2019 07h58

Belgrado, 9 ago (EFE).- A polêmica ex-primeira-ministra da Tailândia Yingluck Shinawatra, que fugiu do país após ser condenada a cinco anos de prisão por corrupção, obteve a cidadania da Sérvia, informou a revista "Nedeljnik" nesta sexta-feira.

Segundo a publicação, a própria primeira-ministra sérvia, Ana Brnabic, autorizou a concessão da cidadania para Shinawatra, de 52 anos de idade. A decisão formal, assinada em 27 de junho, foi publicada um dia depois pelo diário oficial sérvio, afirma a revista.

A decisão teria sido tomada com base em um artigo da lei que permite conceder a cidadania para "representar o interesse da República da Sérvia".

As autoridades sérvias não tinham informado nada a respeito até então, nem sequer comentaram a decisão após a publicação na imprensa local.

Ainda não se sabe as razões pelas quais a cidadania sérvia foi concedida a Shinawatra, nem há informações sobre alguma visita que ela tenha feito ao país alguma vez. Também não foi confirmado se a tailandesa já recebeu o passaporte e a carteira de identidade da Sérvia.

Shinawatra foi eleita a primeira-ministra da Tailândia em 2011, e dois anos depois foi detida por suposta corrupção. Em 2015, a junta militar no poder a proibiu de ocupar qualquer cargo político no país asiático.

Em 2017, foi condenada à revelia a cinco anos de prisão por negligência na supervisão de um programa de subvenções ao arroz durante os anos no poder. Desde então, o paradeiro de Shinawatra é desconhecido.

Como primeira-ministra, Shinawatra nunca visitou a Sérvia e não existe informações sobre uma eventual reunião com autoridades sérvias.

O irmão de Yingluck Shinawatra, o empresário multimilionário Thaksin Shinawatra, que foi primeiro-ministro da Tailândia entre 2001 e 2006 e também está foragido após uma condenação por suposta corrupção, obteve em 2009 a cidadania de Montenegro, país vizinho da Sérvia.

A imprensa montenegrina especulou na época que o magnata tailandês estava interessado em investir no setor turístico do país. EFE

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