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EUA mostram preocupação com presença de paramilitares perto de Hong Kong

14/08/2019 14h23

Washington, 14 ago (EFE).- O governo dos Estados Unidos disse nesta quarta-feira estar profundamente procupado com a possível presença de movimentos paramilitares chineses perto da fronteira de Hong Kong, palco nas últimas de semanas de vários protestos contra Pequim, agora simbolizados pela ocupação do aeroporto da cidade.

"Os EUA estão profundamente preocupados com os relatórios sobre o movimento de paramilitares chineses ao longo da fronteira de Hong Kong", disse um porta-voz do Departamento de Estado, que preferiu manter o anonimato, à Agência Efe.

A diplomacia americana condenou a violência registrada em Hong Kong nos últimos dias e pediu que as partes envolvidas exerçam moderação, apesar de ressaltar que apoia a liberdade de expressão e o direito à reunião pacífica na região.

Veículos da imprensa americana, como a emissora "NBC", exibiram nesta quarta-feira fotos captadas por satélite nas quais membros do grupo paramilitar Polícia Armada do Povo Chinês aparecem perto de Hong Kong, um movimento visto como uma ameaça nos EUA.

O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA pediu à China para "buscar uma solução que respeite a liberdade dos cidadãos de Hong Kong". Para ele, os protestos registrados nas últimas semanas refletem o sentimento dos cidadãos e preocupações legítimas sobre a erosão da autonomia da região promovida por parte do governo de Pequim.

Além disso, o governo dos EUA alertaram que o "contínuo desgate" da autonomia de Hong Kong coloca em risco o "status especial" da região nos assuntos internacionais.

Os protestos em Hong Kong começaram em março desde ano como uma resposta à decisão das autoridades locais de sancionar uma lei de extradição. Segundo os críticos, a medida poderia ser usada contra dissidentes políticos, para que eles fossem levados à China para serem processados sem garantias legais.

Os protestos mobilizaram centenas de milhares de pessoas, mas foram acompanhados por episódios de violência nos últimos meses. Os manifestantes também decidiram atrapalhar o funcionamento normal da cidade com greves e ocupações de prédios públicos.

Hong Kong é, na prática, independente da China em vários setores, uma das condições previstas nas relações entre os dois governos, que seguem o princípio conhecido como "um país, dois sistemas". EFE

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