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Espanha oferece porto ao navio Open Arms, com 107 migrantes a bordo

18/08/2019 08h47

(Atualiza com declarações)

Madri, 18 ago (EFE).- O governo da Espanha ofereceu neste domingo o porto do município de Algeciras, na região sulista da Andaluzia, para receber o navio humanitário Open Arms, que aguarda em frente à ilha italiana de Lampedusa com 107 migrantes resgatados no Mediterrâneo central.

O presidente do governo espanhol em exercício, Pedro Sánchez, ordenou a habilitação do porto devido à "recusa de Matteo Salvini (ministro do Interior da Itália) e às dificuldades expostas por outros países do Mediterrâneo" para o recebimento do navio, segundo um comunicado oficial.

A embarcação, que pertence à ONG espanhola Open Arms, foi autorizada por um tribunal italiano a entrar nas águas do país, mas Salvini se nega a permitir que atraque em algum porto para desembarcar os migrantes.

No sábado, pressionado pelo primeiro-ministro, Giuseppe Conte, Salvini autorizou com má vontade o desembarque dos 27 menores desacompanhados que estavam no navio desde o dia 1º de agosto, quando foram resgatados.

O governo espanhol argumenta que a decisão adotada neste domingo se deve à situação "de emergência vivida a bordo" após duas semanas de navegação.

"A inconcebível resposta das autoridades italianas, e concretamente do ministro do Interior, Matteo Salvini, de fechar todos os portos, e as dificuldades expostas por outros países do Mediterrâneo central, levaram a Espanha a liderar novamente a resposta a uma crise humanitária", ressalta o comunicado.

De acordo com a nota, "os portos espanhóis não são os mais próximos nem os mais seguros para o Open Arms, como os próprios responsáveis pela embarcação repetiram nos últimos dias, mas neste momento a Espanha é o único país disposto a recebê-lo como uma solução europeia".

"Indiquei a habilitação do porto de Algeciras para receber o Open Arms. A Espanha sempre age diante de emergências humanitárias. É necessário estabelecer uma solução europeia, ordenada e solidária, liderando o desafio migratório com os valores de progresso e humanismo da UE", escreveu o político socialista no Twitter.

Após a recepção do navio, será realizada "a repartição dos migrantes estipulada por seis países-membros da UE, entre eles a Espanha", explicou o governo. EFE

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