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Berlim repatria menores órfãos de combatentes alemães do EI na Síria

19/08/2019 13h33

Berlim, 19 ago (EFE).- O governo de Berlim repatriou vários órfãos, filhos de alemães mortos que pertenciam ao Estado Islâmico (EI), que foram recolhidos na fronteira entre a Síria e o Iraque, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira por vários veículos de imprensa do país.

Trata-se da primeira operação destas caraterísticas e o propósito do Executivo é devolver essas crianças a seus familiares na Alemanha.

A informação, divulgada pelas emissoras públicas "NDR" e "WDR", assim como pelo jornal "Süddeustche Zeitung", fala em três menores órfãs, assim como um bebê com uma grave doença.

Todos eles são filhos de cidadãos alemães que militaram nas fileiras da organização terrorista EI e que, após a morte destes, ficaram em campos de prisioneiros ou prisões da Síria e do Iraque.

Fontes do Ministério das Relações Exteriores indicaram unicamente que os menores tinham partido da Síria, sem precisar o destino.

Segundo os mencionados veículos de imprensa, funcionários do Ministério das Relações Exteriores recolheram os órfã nesta segunda-feira na fronteira entre a Síria e o Iraque e espera-se que sigam viagem para a Alemanha assim que receberem atendimento médico.

A repatriação de órfãos de alemães que militaram no EI é alvo de debate há meses na Alemanha e até agora o Ministério de Relações Exteriores tinha argumentado que não podia atuar por não haver um consulado do país no norte da Síria.

Representantes das famílias afetadas puseram o caso em mãos da Justiça, que opinou a favor dos litigantes.

Estima-se que atualmente haja 100 menores, filhos de alemães, em prisões sírias ou iraquianas. EFE

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