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Líderes do G7 tratarão sobre carta para a biodiversidade em reunião na França

23/08/2019 13h57

Paris, 23 ago (EFE).- Os líderes do G7 que participam da cúpula anual em Biarritz a partir de sábado se pronunciarão sobre uma carta em defesa da biodiversidade para a promoção de uma ação contra a extinção de espécies e a criação de um marco mundial, anunciou nesta sexta-feira Jean-Yves Le Drian, o ministro de Relações Exteriores da França.

Le Drian, que compareceu diante da imprensa ao término de um almoço no Palácio do Eliseu com ONGs associadas à preparação da cúpula, também disse que o presidente francês, como anfitrião, levará o tema da preservação da Amazônia a "diferentes reuniões" com os outros líderes dos sete países mais ricos.

Entre essas ONGs esteve a Repórteres sem Fronteiras, cujo secretário-geral, Christophe Deloire, contou que os líderes do G7 abordarão igualmente uma iniciativa que a organização lançou há menos de um ano a favor da informação e da democracia.

"É um fator de otimismo. Estamos conseguindo que, mais de 70 anos depois da Declaração Universal de Direitos Humanos, seja criado um marco na era digital que estabeleça garantias democráticas para a informação e a liberdade de expressão", afirmou Deloire.

Por outro lado, considerou que diante do número "de dirigentes déspotas" que aparecem nas cúpulas internacionais como as do G7, "há razões para estar inquieto pelo futuro do mundo, da democracia, da liberdade de opinião e de expressão".

A presidente da Anistia Internacional (AI) na França, Cécile Coudriou, afirmou que pediu a Macron que lembre diante do G7 que existe uma declaração da ONU para a proteção dos defensores dos direitos humanos e que, no entanto, "muitos Estados fazem pouco demais" para cumpri-la.

Coudriou se referiu, em particular, à "América Latina" e, mais concretamente, denunciou que "o Brasil e o México são países que têm um triste recorde de defensores (dos direitos humanos) assassinados".

A presidente da AI na França aproveitou para indicar que cada vez fica mais clara a relação entre os problemas ambientais e os direitos humanos.

"A questão climática - advertiu - tem consequências terríveis para os direitos humanos" e em muitos países, ativistas ecologistas são vítimas de ataques e inclusive de assassinatos por parte das autoridades, de milícias e de atores privados que atuam por incumbência de empresas. EFE

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