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Macri admite que argentinos "têm dificuldades" em avançar economicamente

21/09/2019 18h29

Buenos Aires, 21 set (EFE).- O presidente da Argentina, Mauricio Macri, disse neste sábado estar consciente de que há compatriotas que "ainda têm dificuldades" em avançar financeiramente e nota isso em seus "bolsos" ou na "mesa do dia a dia", mas afirmou que sua intenção é não é deixar ninguém para trás.

"Como presidente, minha tarefa é que ninguém, que nenhum argentino seja deixado para trás. Quero ser aquele que, em uma procissão, fica atrás de todos, cuidando para que ninguém fique pelo caminho", disse Macri, durante visita as obras de ampliação do Aeroporto Internacional Astor Piazzolla, em Mar del Plata, cidade que é um dos principais centros turísticos da Argentina.

Macri sai em desvantagem nas eleições do próximo dia 27 de outubro, depois que seu rival, o peronista Alberto Fernández, conquistou 16 pontos nas primárias realizadas em agosto.

Desde o dia seguinte das primárias, a crise econômica que o país vive desde abril de 2018 se intensificou, o dólar subiu, o mercado de ações entrou em colapso e o efeito já foi observado nos dados da inflação de agosto, que foi de 4% em relação ao mês anterior, e que acumula 54,5% em relação ao ano anterior, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos.

Para aliviar a situação, Macri tomou medidas como o controle dos preços dos alimentos na cesta básica e a supressão do IVA em outros produtos, entre outras ações.

Em termos eleitorais, Macri alertou neste sábado que leva "mais tempo" para conseguir uma profunda mudança no país e que há "muitas outras coisas" que seu governo conseguiu fazer em três anos e meio, mas para outros acabou sendo "pouco tempo".

"Isso requer mais tempo para resolver problemas estruturais que se arrastaram em nosso país há muitos anos", afirmou Macri, que mantém esperanças de ser reeleito. EFE

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