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Israel fica sem TV, voos e até passagem em fronteiras: começa o Yom Kipur

Menahem Kahana/AFP
Imagem: Menahem Kahana/AFP

Da EFE, em Jerusalém (Israel)

08/10/2019 17h36

Como faz a cada ano, Israel deu início na tarde desta terça-feira à jornada mais sagrada do judaísmo e, durante 25 horas, não haverá no país transmissões de televisão ou rádio, tráfego nas ruas, passagem nas fronteiras ou nenhuma atividade pública.

Também não sobrevoará os céus israelenses nenhum avião, já que o espaço aéreo estará totalmente fechado até o entardecer desta quarta-feira. Desde o meio-dia de hoje, não há pousos no aeroporto internacional de Ben Gurion, o principal do país, perto de Tel Aviv, e no início da tarde foram suspensos todos os transportes públicos.

Além da suspensão das atividades públicas, cerca de 60% da população judaica guardará jejum durante todo o período - que dura das 17h40 de hoje (horário local; 11h40 de Brasília) até às 18h51 (12h51 de Brasília) de amanhã, segundo o Instituto de Democracia de Israel. A cada ano, os serviços de emergência médicos atendem centenas de pessoas que sofrem desmaios ou desidratação por causa do jejum extremo.

Os mais religiosos passarão o dia orando nas sinagogas ou nas imediações do Muro das Lamentações, em território palestino ocupado, e os menos ou não praticantes aproveitarão as ruas vazias para andar de bicicleta, patinete, ou, simplesmente caminhar.

Yom Kipur, o Dia do Perdão ou da Expiação, também chamado de Sábado dos Sábados, é um momento para pedir perdão pelos pecados e sentir arrependimento, e tem como base o versículo 34 do capítulo 16 do livro de Levítico (presente na Torá e na Bíblia): "E isto vos será por estatuto perpétuo, para fazer expiação pelos filhos de Israel de todos os seus pecados, uma vez no ano. E fez Arão como o Senhor ordenara a Moisés".

A ocasião também afeta os não judeus que vivem no país, pois terão que reduzir suas atividades. As fronteiras com Gaza e Cisjordânia permanecerão fechadas, e o acesso só será permitido para funcionários de organizações humanitárias ou em casos de emergências.

Em Jerusalém, a polícia reforçará o número de agentes perto da Cidade Velha, onde é esperada a chegada de centenas de milhares de fiéis judeus.

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