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ONU iniciará contato direto com indígenas para conter violência no Equador

12/10/2019 19h25

Quito, 12 out (EFE).- A missão da ONU no Equador informou neste sábado que iniciará um contato direto com as lideranças indígenas e outros atores envolvidos nos protestos contra o governo do país para conter a espiral de violência registrada nos últimos dias.

"Considerando a aceitação pública da Conaie (Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador) e do governo para estabelecer uma mesa de diálogo, iniciaremos imediatamente o contato direto com os dirigentes do movimento indígena e outros atores sociais para tomar passos concretos e evitar a escalada de violência", disse a missão da ONU no Equador em mensagem postada no Twitter.

A postagem foi feita 15 minutos depois da entrada em vigor de um toque de recolher no distrito metropolitano de Quito, decretado pelo presidente do país, Lenín Moreno. O governo também autorizou que as Forças Armadas ajudem a Polícia Nacional do Equador a conter os manifestantes que provocarem tumulto no centro histórico da capital.

Mais cedo, a Conaie anunciou que aceita a proposta de diálogo feita por Moreno após dez dias de manifestações e violência no país.

Apesar de ter inicialmente se recusado de forma contundente a dialogar com Moreno se o decreto não fosse revogado, a Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie) anunciou neste sábado que aceita negociar diretamente com o presidente.

A mudança de postura do principal órgão de representação do movimento indígena do Equador ocorreu, segundo a Conaie, após consultas às tribos e organizações sociais que participam dos protestos contra o governo.

A aproximação ocorre depois de mais um dia de violência em Quito. Segundo o último balanço da Defensoria do Povo do Equador, seis pessoas morreram, 937 ficaram feridas e 1.121 foram presas nos protestos que começaram no dia 3 de outubro. EFE

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