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Trump não entendeu polêmica na escolha da sede da cúpula do G7, diz assessor

20/10/2019 17h42

Washington, 20 out (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se mostrou surpreso com a repercussão negativa gerada pelo seu desejo de celebrar em um dos seus clubes de golfe a próxima cúpula de líderes do G7, pois ele "considera que ainda segue no negócio de hotelaria", disse a Casa Branca, neste domingo.

O chefe de gabinete da Casa Branca, Mick Mulvaney, tentou explicar o que levou o ex-magnata do setor imobiliário a escolher seu clube de golfe em Miami, na Flórida, como sede da cúpula anual do G7, no ano que vem, e a anunciar três dias depois que a reunião seria realizada em outro local dos EUA.

"Ele ficou verdadeiramente surpreso com o grau de polêmica gerada pela escolha da Trump National Doral", afirmou Mulvaney, em entrevista ao programa de televisão "Fox News Sunday".

"Enfim, (Trump) segue considerando que ele está no negócio de hotelaria, e viu uma oportunidade de receber os principais líderes do mundo, e queria organizar o melhor espetáculo possível, a melhor visita que pudesse, e a ideia de fazê-lo em Doral o deixava muito confiante", acrescentou.

Questionado se era compatível o cargo de presidente da República com o de empresário, Mulvaney respondeu que todos têm uma experiência anterior, e que Trump "está no ramo hoteleiro, ou pelo menos estava".

Ontem, o presidente anunciou no Twitter que estava recuando de seu plano de realizar a reunião do G7 em seu clube, devido à "hostilidade histérica e irracional de democratas e da imprensa".

Trump considerava que seu clube era "melhor que outras alternativas e que ele estava disposto a organizar o G7 lá a custo zero para os EUA", escreveu.

Quando venceu as eleições em 2016, o magnata cedeu aos seus dois filhos mais velhos o controle da Organização Trump, mas não liquidou seus interesses nesses negócios, e o seu mandato sempre esteve marcado por indícios de que poderia lucrar graças ao seu cargo. EFE

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