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Líder opositor nega ter havido golpe na Bolívia e pede transição pacífica

"Nossa posição foi tomada a partir da resistência pacífica nas ruas, pedindo novas eleições", disse Luis Fernando Camacho - Reuters
"Nossa posição foi tomada a partir da resistência pacífica nas ruas, pedindo novas eleições", disse Luis Fernando Camacho Imagem: Reuters

11/11/2019 16h55

La Paz, 11 nov (EFE) - O líder opositor boliviano Luis Fernando Camacho negou, nesta segunda-feira, que a renúncia de Evo Morales tenha representado um golpe de Estado na Bolívia e pediu uma transição pacífica na Presidência.

"Nossa posição foi tomada a partir da resistência pacífica nas ruas, pedindo novas eleições e, finalmente, uma renúncia baseada na palavra do presidente Morales, que havia prometido que se houvesse mortes em seu governo ele renunciaria", disse Camacho em vídeo publicado por ele nas redes sociais.

Na véspera, o líder do grupo oposicionista Comitê Pró Santa Cruz havia pedido a renúncia não apenas de Morales, mas de todos os parlamentárias e autoridades judiciais para abrir espaço para um governo de transição formado por notáveis, que convocariam novas eleições. "Não derrubamos governos, libertamos um povo na fé", afirmou.

Camacho chegou a La Paz na semana passada com a intenção de entregar a Evo Morales pessoalmente uma carta para que renunciasse. O opositor e o também ex-presidente Carlos Mesa, derrotado nas urnas, vinham sendo apontados por Morales como principais responsáveis pela crise política na Bolívia.

Além do ex-chefe de governo, que ocupou a presidência de 2006 até ontem e havia sido reeleito para um quarto mandato, renunciaram ministros, parlamentares e governadores.

Morales havia aceitado novas eleições depois que um relatório da Organização dos Estados Americanos (OEA) as propôs por ter detectado irregularidades consideradas graves nas eleições de 20 de outubro.

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