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Morales afirma que Mesa e Camacho entrarão para história como "golpistas"

O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales - Walterson Rosa/Framephoto/Estadão Conteúdo
O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales Imagem: Walterson Rosa/Framephoto/Estadão Conteúdo

11/11/2019 09h37

Evo Morales, que no domingo renunciou à presidência da Bolívia, pediu nesta segunda-feira aos seus rivais políticos Carlos Mesa e Luis Fernando Camacho, que assumam a responsabilidade de pacificar o país e os chamou de "golpistas".

Morales anunciou sua renúncia após duas semanas de protestos, onde era acusado de fraude eleitoral. "Mesa e Camacho, descriminadores e conspiradores, entrarão na história como racistas e golpistas. Que assumam a responsabilidade de pacificar o país e garantir a convivência pacífica de nosso povo", afirmou Morales no Twitter.Presidente boliviano que ficou mais tempo no poder - quase 14 anos - afirmou que "o mundo e os patriotas bolivianos repudiam o golpe", o que, segundo Evo Morales, o impediu de realizar novas eleições.

Ontem, a Organização dos Estados Americanos (OEA) recomendou a repetição do primeiro turno das eleições e Morales anunciou que o pleito seria realizado novamente com um Tribunal Supremo Eleitoral renovado.

Também na rede social, o ex-presidente mostrou gratidão ao apoio recebido pelos bolivianos.

"Muito grato pela solidariedade do povo, irmãos da Bolívia e do mundo que se comunicam com recomendações, sugestões e expressões de reconhecimento que nos dão incentivo, força e energia. Eles nunca me abandonaram; Eu nunca vou abandoná-los", escreveu.

A incerteza é total no país devido a retirada de vários agentes políticos e ao vazio no poder após a saída e Morales, esperando para ver como agem os líderes da oposição e as Forças Armadas.

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