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Nazarbayev defende reunião frente a frente entre Putin e Zelenski

12/11/2019 13h15

Nursultan, 12 nov (EFE).- O ex-presidente do Cazaquistão Nursultan Nazarbayev defendeu nesta terça-feira que aconteça um encontro presencial entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o da Ucrânia, Vladimir Zelenski, para que seja possível um acordo para encerrar o conflito entre os dois países.

"Considero que é preciso uma reunião dos presidentes da Rússia e Ucrânia", disse o antigo mandatário, que carrega o título de "líder da nação cazaque", durante o foro político Clube Astana, que acontece na capital a antiga república soviética, agora chamada Nursultan.

O ex-presidente revelou que já se reuniu com Zelenski e também conversou com Putin sobre as possibilidades para solucionar o conflito no leste da Ucrânia.

"Falamos sobre uma reunião presencial. Me parece um bom momento. Zelenski teve um grande respaldo da população e pode mostrar sua vontade e resolver este assunto", destacou.

Nazarbayev enfatizou que o cerne da questão está em como eleger os líderes das regiões ucranianas orientais e na retirada de todas as tropas armadas.

"Já tenho o consentimento de Zelenski para uma reunião frente a frente, e informei isso ao presidente da Rússia. Veremos. Se quiserem um local neutro, propus o Cazaquistão", afirmou.

Zelenski já disse em 10 de outubro que, embora não tivesse planos para uma reunião com Putin, um encontro presencial era, de fato, necessário para "colocar fim a guerra", inclusive, se mostrou aberto a negociar uma nova troca de presos.

O ex-presidente do Cazaquistão indicou que não é possível pensar que Putin não deseje a solução do conflito no leste da Ucrânia.

"Ele quer que a paz se estabeleça ali. E todos nós compreendemos perfeitamente que a Rússia não precisa de novos territórios, mas de coisas totalmente diferentes", afirmou Nazarbayev.

Desde o começo do conflito no leste da Ucrânia, em abril de 2014, a Rússia tem negado ser parte da disputa e garante que o governo do país vizinho deve negociar diretamente com os líderes das autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk. EFE

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