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Absolvido, ex-vigia processa em US$ 100 mi família de jovem negro morto

O vigilante George Zimmerman deixa prisão em Sanford, na Flórida (EUA), em foto de 2012 - David Manning/Reuters
O vigilante George Zimmerman deixa prisão em Sanford, na Flórida (EUA), em foto de 2012 Imagem: David Manning/Reuters

04/12/2019 17h07

Miami, 4 dez (EFE).- George Zimmerman, o ex-vigilante que foi absolvido das acusações enfrentadas por matar a tiros o adolescente negro Trayvon Martin em 2012, processou a família e os advogados do jovem, além de promotores, dos quais cobra uma indenização de US$ 100 milhões.

Zimmerman os acusa de difamação, abuso do processo civil e conspiração, segundo um comunicado divulgado nesta quarta-feira (4) por Larry Klayman, advogado do ex-vigilante.

O processo, que ainda não foi publicado no site do tribunal do Condado de Polk, na Flórida, onde foi arquivado, alega que o depoimento de Rachel Jeantel, um dos principais no julgamento de Zimmerman em 2013, foi falso.

Essa é a tese do documentário "The Trayvon Hoax: Unmasking the Witness Fraud that Divided America" ("O Boato Trayvon: Desmascarando a Fraude de Testemunhas que Dividiu a América", em tradução livre), dirigido por Joe Gilbert, que está prestes a lançar o filme nesta quinta-feira (5) em Miami, onde fará uma coletiva de imprensa com Zimmerman e Klayman.

A principal processada é Sybrina Fulton, mãe de Trayvon Martin, que ganhou notoriedade no país pela luta pela justiça em relação ao filho, que tinha 17 anos quando morreu, e pelas ligações com a ex-secretária de Estado e candidata presidencial Hillary Clinton.

Além disso, o processo foi instaurado contra a própria Jeantel, vários promotores da Flórida e o advogado da família Martin, Benjamin Crump, argumentando que "eles supostamente sabiam ou deveriam saber sobre fraude de testemunhas, obstrução da justiça e mentir repetidamente sob juramento para esconder que sabiam da fraude".

Trayvon Martin foi morto por Zimmerman em um condomínio fechado em Sanford, na Flórida, onde o jovem estava de visita. Ex-vigia foi absolvido da morte de Martin em julho de 2013 porque o júri popular do tribunal de Sanford, onde ocorreu o julgamento, aceitou a tese de que ele agiu em legítima defesa.

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