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Coreia do Norte retira desnuclearização da pauta de negociação com os EUA

07/12/2019 18h03

Nova York, 7 dez (EFE).- A missão da Coreia do Norte na ONU disse neste sábado que a desnuclearização do país está fora da mesa de negociação com os Estados Unidos e atacou os países europeus que, ao longo desta semana, criticaram o que o regime de Kim Jong-un considera como "medidas legítimas" para fortalecer sua defesa.

Em comunicado atribuído ao embaixador permanente da Coreia do Norte na ONU, Kim Song, o governo do país considerou que o diálogo que os Estados Unidos estão mantendo com o regime de Kim é "um truque para conseguir tempo e avançar em sua agenda política doméstica".

"Não precisamos ter longas conversas com os EUA. Agora, a desnuclearização foi tirada da mesa de negociação", diz a missão da Coreia do Norte na nota.

Song abre o texto classificando como "séria provocação" as declarações conjuntas feitas por Reino Unido, França, Alemanha, Bélgica, Polônia e Estônia na última quarta-feira. Os países europeus condenaram o teste de mísseis que a Coreia do Norte realizou no último dia 28 de novembro.

O teste foi visto como uma manobra de Kim para forçar os EUA a aceitarem novas condições para o diálogo do desarmamento do regime norte-coreano. As conversas estão travadas desde o início do ano.

A Coreia do Norte reiterou ao longo das últimas semanas que o governo de Donald Trump tem até o final do ano para fazer concessões ao país em troca de avanços no programa de desnuclearização. Caso contrário, o regime de Kim ameaça abandonar o diálogo e "seguir um novo caminho".

O diplomata norte-coreano diz que os países europeus estão desempenhando o papel de "mascotes" dos EUA e questionou o que eles ganham em troca de favorecer a Casa Branca.

"Vemos esse comportamento como nada mais que um ato desprezível para bajular internacionalmente os EUA, que lhes impõem pressão extrema com o orçamento de defesa da Otan e tarifas comerciais", afirmou Song.

Ontem, Trump conversou com o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, sobre assuntos relacionados à Coreia do Norte. Os dois concordaram que a situação é grave e que é necessário manter o diálogo para ter resultados imediatos nas negociações sobre a desnuclearização. EFE