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Franceses voltam às ruas em protesto contra reforma da previdência de Macron

07/12/2019 15h51

Paris, 7 dez (EFE).- Milhares de pessoas voltaram neste sábado às ruas de diferentes cidades da França para dar sequência aos protestos contra o projeto de reforma da previdência apresentado pelo presidente do país, Emmanuel Macron.

Algumas das manifestações terminaram em confusão. Em Nantes, um grupo de 500 encapuzados que teriam se infiltrado no protesto atacou a prefeitura regional e quebrou vitrines de lojas do centro da cidade. A polícia respondeu com bombas de gás lacrimogêneo

Já em Paris, capital do país, cerca de mil integrantes do movimento dos coletes amarelos, que protesta contra Macron desde o ano passado, tentaram se unir, sem sucesso, a um ato da Confederação Geral do Trabalho (CGT) que reuniu dezenas de milhares de pessoas na estação de trens de Montparnasse.

O secretário-geral da CGT, Philippe Martínez, principal liderança da oposição à reforma da previdência de Macron, esteve no local. Em declarações a jornalistas, ele disse que está na hora de o governo da França recuar e desistir do projeto.

Os trabalhadores do sistema de transporte da França estão em greve desde a quinta-feira. Além da paralisação, o apoio dado pela população às manifestações convocadas pela CGT desde então são, para Martínez, uma prova de que a reforma é uma má ideia.

O sindicalista defendeu o arquivamento da proposta e criticou o primeiro-ministro da França, Édouard Philippe, por "fazer o possível para que a mobilização dure eternamente".

Um dos protestos mais cheios ocorreu em Marselha. Sindicatos contrários à reforma da previdência de Macron reuniram milhares de pessoas na cidade. Entre os manifestantes estava Jean-Luc Mélenchon, líder do partido França Insubmissa, da extrema esquerda.

Um dos candidatos derrotados na última eleição presidencial, Mélenchon afirmou que os protestos continuarão e se uniu às críticas de Martínez ao primeiro-ministro francês, que na próxima quarta-feira promete dar detalhes da reforma apresentada pelo governo.

"Temos três dias para exercer a maior pressão possível para que ele denuncie", afirmou Mélenchon.

Novos protestos estão sendo convocados para a próxima terça-feira. Por enquanto, a previsão é que as greves no sistema de trens e no transporte metropolitano de Paris sejam mantidas. EFE