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Protestos na América Latina buscam desestabilizar governos, diz Lenín Moreno

11/12/2019 21h52

Cali (Colômbia), 11 dez (EFE).- O presidente do Equador, Lenín Moreno, disse nesta quarta-feira na cidade colombiana de Cali que os protestos sociais em vários países latino-americanos foram plantadas por grupos criminosos que procuram impor uma agenda para desestabilizar os governos e gerar o caos.

"Os protestos sociais são legítimos, sem dúvida, e é assim que deve ser, mas há uma linha vermelha que não tem saída, que busca desestabilizar os governos, no qual as pessoas são agredidas, feridas fisicamente", disse Moreno ao abrir o Gabinete Binacional Colômbia-Equador, junto com o chefe de governo colombiano, Ivan Duque.

O presidente equatoriano destacou que estava permanentemente em contato com Duque durante o que ele definiu como momentos difíceis que os dois países vivenciaram como resultado dos protestos. As manifestações foram convocadas por sindicatos e movimentos sociais que expressaram sua não conformidade com as políticas sociais e econômicas.

Os dois presidentes iniciaram nesta quarta-feira em Cali uma nova edição do Gabinete Binacional para aprofundar as relações bilaterais em setores como segurança e defesa, meio ambiente, cultura, comércio, transporte e questões de fronteira, entre outros.

A violência ocorrida nesses protestos foi provocada, na opinião do presidente equatoriano, por "forças alheias à paz, segurança e liberdade" e cujos culpados, segundo ele, já foram identificados.

"Os protestos sociais sem dúvida legitimam o clamor de um povo, mas se tornam perigosos quando os inimigos da democracia e da paz se infiltram neles. Este grupo não está interessado no avanço do povo, seu único interesse é manter as agendas políticas", denunciou.

O Equador viveu uma das mais graves ondas de violência de sua história recente entre 3 e 13 de outubro, após a decisão do governo de eliminar o subsídio de combustível, uma medida que acabou sendo revogada por Moreno para pacificar o país após a morte de pelo menos seis pessoas em motins.

Manifestações semelhantes ocorreram no Chile e, mais recentemente, na Colômbia, onde, desde 21 de Novembro, têm sido organizados protestos maciços convocados pelos sindicatos para expressar a sua rejeição às políticas sociais e econômicas do presidente Duque.

"Aqueles de nós que respeitam os direitos humanos devem hoje mais do que nunca reafirmar a democracia, com toda a força que vem da razão, da história. Devemos consolidar a democracia, porque não é uma tarefa política, é um dever e um compromisso ético", finalizou Moreno.

Os gabinetes binacionais, iniciados em 2012, são os órgãos de mais alto nível para a definição e coordenação de políticas públicas na Colômbia e no Equador. Os encontros são alternados, e os anteriores foram realizados nas cidades equatorianas de Tulcán, Rioverde, Guayaquil e Quito e nas colombianas de Ipiales, Cali e Pereira. EFE

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