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Suu Kyi defende em tribunal ação do exército de Mianmar contra os rohingyas

11/12/2019 08h07

Haia, 11 dez (EFE).- A vencedora do Prêmio Nobel da Paz e líder de Mianmar, Aung San Suu Kyi, defendeu nesta quarta-feira na Corte Internacional de Justiça (CIJ) a ação do exército de seu país contra a minoria muçulmana rohingya, apesar das acusações de genocídio.

"Medidas de segurança foram implementadas na zona de conflito", disse a líder para um painel de 17 juízes, afirmando que "violações de direitos humanos não são toleradas em seu país".

Suu Kyi definiu como "conflito armado interno" os confrontos no estado de Rakhine, no oeste do país, e descreveu vários ataques enfrentados por várias delegacias de polícia, que teriam como alvo milhares de agentes.

Nesse sentido, ela explicou que o termo "operações de limpeza" usado pelos militares para ações de resposta em Rakhine foi distorcido, pois "na linguagem de Mianmar significa libertação de localidades em busca de terroristas".

Segundo Suu Kyi, o Supremo Tribunal das Nações Unidas não deve intervir porque Mianmar já criou tribunais que julgam as ações mais controversas do Exército.

"Se os militares cometeram crimes, eles serão processados pela justiça militar, como diz a Constituição de Mianmar", afirmou.

"Como pode haver uma tentativa de genocídio, se essas medidas foram implementadas em Rakhine?", questionou a líder em voz alta.

A Gâmbia, com o apoio dos 57 países da Organização para a Cooperação Islâmica, apresentou uma denúncia contra Mianmar com base na Convenção de Genocídio e pediu a implementação de medidas cautelares para proteger os rohingyas.

"Pedimos ao tribunal que não os aplique, pois elas podem agravar o conflito", alertou Suu Kyi. EFE