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Tiroteio em mercado kosher em Nova Jersey teve meses de planejamento

13/01/2020 21h40

Nova York, 13 jan (EFE).- O tiroteio ocorrido em dezembro do ano passado em um minimercado kosher em Jersey City, no estado de Nova Jersey (EUA), foi planejado por meses, e os criminosos o cometeram motivados por antissemitismo, segundo autoridades federais americanas, que concederam uma entrevista coletiva sobre o caso nesta segunda-feira.

Um mês após o ataque, que culminou na morte de seis pessoas, entre elas os dois atiradores, elas revelaram novos detalhes sobre o caso. De acordo com o inquérito, há provas de que os criminosos - o casal David Anderson e Francine Graham - planejavam a ação há meses e haviam monitorado o estabelecimento comercial em pelo menos duas ocasiões.

Além disso, o procurador federal americano Craig Carpenito declarou que os atiradores compraram cinco armas em Ohio em março de 2018 e praticaram em um centro de tiro no mesmo estado em dezembro. Eles também guardavam armas e explosivos em uma van na qual viviam e viajavam.

Carpenito acrescentou que o casal fez uma pesquisa de outros estabelecimentos judaicos na internet, mas não se sabe porque escolheram o mercado como alvo.

"Ele (Anderson) se referia à comunidade judaica como 'israelitas maus que amam as trevas para cobrir a sua maldade'. Conseguimos recuperar os dois telefones deles e encontramos no Google pesquisas de um centro comunitário judeu em Bayonne (também em Nova Jersey)", explicou o procurador.

Durante pelo menos uma hora houve troca de tiros no bairro de Greenville, em Jersey City, o que provocou o fechamento de escolas e lojas, além de um bloqueio em algumas ruas.

O equatoriano Douglas Miguel Rodríguez Barzola, de 49 anos, e Moshe Deutsch, de 24, que eram funcionários do mercado, e Mindel Ferecz, 31, uma das donas, foram mortos pelos criminosos dentro do estabelecimento.

Antes, eles já tinham matado o policial Joseph Seals com um tiro na cabeça perto de um cemitério, quando ele iria se encontrar com um informante e reconheceu nas proximidades a van usada pela dupla, que era procurada por ter sido identificada na cena de outro crime que o casal teria cometido - o assassinato de um taxista, Michael Rumberger, em 7 de dezembro.

"Isso não foi nada além de um ato covarde, perverso, sem sentido, de antissemitismo, de ódio não só para com a comunidade judaica, mas também contra os agentes da lei. Anderson e Graham atacaram as vítimas judias e a polícia, e agora sabemos que eles planejavam atos maiores", disse Carpenito.

Anderson e Graham são acusados ainda de terem atirado em um veículo dirigido por um judeu ultraortodoxo perto do aeroporto de Newark, em Nova Jersey, conforme disseram as autoridades nesta segunda.

Em relação a este último caso, elas explicaram que a vítima só compreendeu que tinha sido alvo de um ataque antissemita após o tiroteio no mercado. EFE

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