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Médico que viajou à China pode ser o 1º caso de coronavírus no México

Vírus já está presente em 13 províncias chinesas, assim como nas regiões administrativas especiais de Hong Kong e Macau - Mark Ralston/AFP
Vírus já está presente em 13 províncias chinesas, assim como nas regiões administrativas especiais de Hong Kong e Macau Imagem: Mark Ralston/AFP

22/01/2020 20h38

Cidade do México, 22 jan (EFE) - Um médico de biologia molecular de 57 anos, que viajou no último dia 25 de dezembro para a região de Wuhan, na China, seria o primeiro caso de coronavírus no México, de acordo com Gloria Molina, secretária de saúde do estado de Tamaulipas.

"Ontem recebemos uma chamada para relatar um caso suspeito de coronavírus. Um médico que trabalhava no Instituto Politécnico Nacional (IPN)", disse a secretária, em entrevista à "Radio Formula", do México.

Segundo relato do médico, ele voltou da China no último dia 10 e foi à cidade de Reynosa, em Tamaulipas, fazendo escala na Cidade do México. Após sua chegada, ele começou a apresentar coriza e tosse seca, então isolou-se em casa, fazendo o que indica o protocolo.

Ele passou por um exame, que consiste em um exsudato da faringe, para saber se existe ou não a presença do vírus.

A secretária afirmou que esse vírus é semelhante ao da gripe, mas, como é novo, não pode ser feito um teste rápido para identificá-lo. Portanto, é preciso aguardar entre 36 e 72 horas para determinar se a presença do coronavírus existe ou não.

Ela ressaltou que até o momento foi realizado um estudo entre as pessoas que entraram em contato com o médico, bem como no Centro de Biologia Molecular de Reynosa, onde ele trabalha.

"Até agora todos estão assintomáticos", disse, lembrando que estão sob observação para monitorar o período de incubação do vírus.

Mais cedo, o presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, disse que as autoridades da saúde estavam investigando o caso.

Mais vítimas e novos casos suspeitos

Autoridades da província de Hubei, de onde surgiu o novo coronavírus, informaram hoje que subiu para 17 o número de mortos. Além disso, a Comissão Nacional de Saúde disse temer que o vírus possa sofrer mutações e se espalhar.

O vírus já está presente em pelo menos 13 províncias chinesas, assim como nas regiões administrativas especiais de Hong Kong e Macau, que hoje confirmaram seus primeiros casos. Também foram detectados casos no Japão, Tailândia, Coreia do Sul e Estados Unidos.

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