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Sánchez e presidente da Catalunha se reunirão em fevereiro, em Barcelona

28/01/2020 17h49

Madri, 28 jan (EFE).- O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, se reunirá com o presidente da região da Catalunha, o independentista Quim Torra, no dia 6 de fevereiro, em Barcelona, em meio à polêmica sobre se o governante catalão poderá continuar no cargo após ser inabilitado como deputado do Parlamento regional.

A porta-voz do governo espanhol, María Jesús Montero, que anunciou a data do encontro, reconheceu que, apesar da perda da cadeira no Parlamento, é "óbvio" que Torra é atualmente o presidente da Catalunha e que ainda não existe uma decisão judicial para desqualificá-lo.

No entanto, advertiu que, se houver novos acontecimentos antes de 6 de fevereiro que tornem a reunião desaconselhável, "ela será adiada".

Montero disse estar convicta de que o diálogo é a "chave" para resolver um problema "que se arrasta há tempo demais", aludindo à tensão sobre a independência da Catalunha.

Em contraste, o líder conservador espanhol Pablo Casado exigiu hoje que o socialista Pedro Sánchez destitua Torra "com a Constituição" se o independentista se recusar a deixar o cargo de presidente catalão, e advertiu que "(Sánchez) não pode se encontrar com ele".

A Mesa (órgão diretor) do Parlamento da Catalunha ratificou na segunda-feira a perda da cadeira do deputado Torra em aplicação de uma recente resolução do Supremo Tribunal sobre a inabilitação.

A retirada do status de deputado deixa no ar a inabilitação como presidente da Catalunha uma vez que, de acordo com o Estatuto de Autonomia desta região espanhola, é necessário ser um deputado regional para chegar ao cargo de chefe do governo catalão.

A Junta Eleitoral Central Espanhola (JCE), posteriormente autorizada pelo Supremo Tribunal, decidiu retirar o status de deputado de Torra por desobediência, já que permitiu a colocação de slogans e símbolos pró-independência em edifícios governamentais catalães durante uma campanha eleitoral, o que viola a neutralidade estipulada pela lei nestes casos. EFE

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