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Cerca de 100 passageiros desembarcam de cruzeiro que ficou retido no Japão

Passageiros desembarcaram de navio de cruzeiro Diamond Princess no porto de Yokohama, no Japão -
Passageiros desembarcaram de navio de cruzeiro Diamond Princess no porto de Yokohama, no Japão

De Tóquio (Japão) e Seul (Coreia do Sul)

22/02/2020 15h15

Cerca de 100 passageiros do cruzeiro Diamond Princess, que testaram negativo para o coronavírus, desembarcaram neste sábado (22) no porto de Yokohama, no Japão, e começaram a ser transferidos para o local em que ficarão em quarentena.

O grupo inclui pessoas que estiveram em camarote com viajantes infectados na embarcação e será levado para um centro em Wako, na prefeitura de Saitama. A previsão é que fiquem isolados por 14 dias, prazo máximo para a incubação do vírus.

Já na Coreia do Sul, o Centro para a Prevenção de Doenças Infecciosas do país(KCDC) anunciou hoje um total 229 novos casos de Covid-19, a enfermidade causada pelo coronavírus de Wuhan, na China, aumentando o total no país para 433 (veja mais abaixo).

O Japão já possuía um local quarentena de pessoas suspeitas de terem coronavírus ou que viessem de regiões afetadas. Esse lugar para onde foram encaminhadas os passageiros e tripulantes do navio Diamond Princess já recebeu recentemente a maior parte dos 200 japoneses que foram retirados de Wuhan, onde se originou a epidemia.

Desde a última quarta-feira, os cerca de 970 passageiros que deram negativo para o coronavírus já deixaram a embarcação, onde 634 casos da Covid-19 foram registrados.

Não estão sendo divulgados os números exatos, mas a estimativa é que mil membros da tripulação e 300 passageiros, aproximadamente, ainda estejam dentro do cruzeiro, aguardando o processo de repatriação.

Além dos casos registrados na embarcação, o Japão registra outros 121 diagnósticos positivos para coronavírus, de acordo com dados atualizados hoje pelas autoridades locais.

Coreia registra mais 229 casos

O Centro para a Prevenção de Doenças Infecciosas da Coreia do Sul (KCDC) anunciou neste sábado um total 229 novos casos de Covid-19, a enfermidade causada pelo coronavírus de Wuhan, na China, aumentando o total no país para 433.

Este é o quarto dia consecutivo de recorde de diagnósticos em território sul-coreano. Pela manhã (hora local), havia sido divulgado que havia 142 novos casos, mas outros 87 foram confirmados horas depois, alcançando a marca de 229.

Apenas nos últimos quatro dias, aumentou em 14 vezes o número de infectados no país, a maioria registrados na cidade de Daegu, ao sudeste de Seul. Até o momento, houve duas mortes.

As autoridades sanitárias sul-coreanas seguem afirmando que a epidemia da Covid-19 está em fase controlável.

De acordo com o KCDC, de todos os 229 casos que foram registrados hoje, 95 são de internações no principal hospital do condado de Cheongdo, que já havia sido declarado "área de atenção especial", junto com Daegu.

A unidade de Cheongdo foi aquela em que foram atendidos os dois infectados que acabaram morrendo.

Outros 100 novos casos são de fiéis da igreja Shincheonji, cujo culto cristão se tornou um dos focos da infecção nesta região da Coreia do Sul. Os seguidores religiosos são provenientes, em maioria, de Daegu e da vizinha província de Gyeongsang do Norte.

A própria igreja anunciou que outros nove membros de outras regiões do país, inclusive Seul, estão infectados.

O KCDC acredita que uma mulher de 61 anos foi o agente "super contagiante" durante as missas que chegam a reunir mais de mil pessoas a cada domingo em Daegu. O órgão colocou em quarentena mais de 9,3 mil seguidores, e os templos da igreja foram fechados.

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