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Número de mortos em consequência do coronavírus no Irã sobre para 66

02/03/2020 14h21

Teerã, 2 mar (EFE).- O número de mortos pelo coronavírus no Irã aumentou para 66 e o de infectados subiu para 1.501, de acordo com dados oficiais do governo, que por sua vez, promete punir todos no país que tentem enriquecer com artigos como máscaras de proteção.

De acordo como o vice-ministro de Saúde para Assuntos de Higiene, Ali Reza Raisi, que concedeu entrevista coletiva, são 523 novos casos no boletim divulgado hoje, ao mesmo tempo, 291 pacientes receberam alta.

Além disso, nas 24 horas antes da divulgação dos dados, houve 12 novas mortes.

O número de infectados teve um crescimento exponencial nos últimos dias no Irã, como o próprio Ministério da Saúde havia previsto, passados os primeiros 14 dias do primeiro caso. Um dos motivos é o aumento dos meios de diagnóstico.

Raisi explicou que, atualmente, 22 laboratórios em todo o país estão fazendo exames, garantindo que, assim, os dados oficiais estão em dia.

O maior número de novos contágios está na província de Teerã, ao todo, 225. Na sequência estão as províncias de Qom, com 62, e Gilan, com 53.

Segundo a agência de notícias semioficial "Tasnim", entre os recentes mortos está Mohamad Mir Mohamadi, membro do Conselho de Discernimento, a instituição encarregada de resolver problemas entre o Parlamento e o Conselho de Guardiões.

PROTEÇÃO AO CONSUMIDOR.

Diante das denúncias de corrupção em meio a escassez de máscaras e desinfetantes, o chefe do Poder Judiciário, Ebrahim Raisi, ordenou hoje que os promotores de todo o país sejam impiedosos com os especuladores de artigos desse tipo.

"A saúde das pessoas não é negociável. Especular com itens de higiene, na atual situação, é jogar com a vida da população. Isso não tem perdão", disse Raisi.

O promotor-geral do Irã, Mohamad Yafar Montazeri, garantiu que os crimes contra a saúde pública podem ser legalmente considerados como de corrupção, que no país pode ser punido, inclusive, com a pena de morte.

Foram abertas 358 diferentes investigações pela venda a preços elevados ou por monopólio na venda de máscaras ou desinfetantes, entre outros itens de higiene.

Desde o início da crise sanitária, a fiscalização no Irã já encontrou 6 milhões de máscaras, 127 mil pares de luvas, 22 mil litros de desinfetantes e 16 mil litros de álcool estocados, enquanto os produtos estão em falta nas cidades afetadas. EFE

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