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França espera que confinamento dê resultados em até 12 dias

18/03/2020 15h14

Paris, 18 mar (EFE).- O ministro da Saúde da França, Olivier Véran, disse nesta quarta-feira estar confiante de que o confinamento decretado dará resultados no número de novos casos em 8 a 12 dias, e insistiu que o prazo será mais curto quanto mais rigoroso for o cumprimento desse confinamento.

"Em 8, 10, 12 dias, veremos uma inflexão da curva dos doentes" e, em seguida, "esperamos uma redução muito importante no número de novos casos e uma queda na epidemia", disse Véran, em entrevista ao canal "LCI".

Se isso fosse confirmado, algumas regras de confinamento poderiam ser modificadas, mas - enfatizou - a condição é que elas sejam respeitadas com a maior disciplina.

O ministro lembrou que a França tem um estoque de 110 milhões de máscaras: "Isso é muito e não é muito, porque temos que suportar várias semanas".

Ele também não conseguiu responder o questionamento se haverá respiradores artificiais suficientes nos hospitais para atender ao fluxo crescente esperado de pacientes e, nesse sentido, indicou que três dias atrás havia assinado um pedido para mais mil.

Em relação aos resultados de uma experiência realizada pela Sanofi em Marselha e que o grupo farmacêutico descreve como "promissora" com um tratamento para a malária, o Plaquenil, que pode ser eficaz para a Covid-19, Véran pediu prudência para essa questão.

Ele disse ter encomendado experiências com um número maior de pessoas (em Marselha havia 24 pacientes) por "equipes independentes" para verificar se os resultados "são tão promissores".

"Estamos no estágio da pesquisa", enfatizou, antes de garantir que, se for constatado que "existe um tratamento que permite reduzir a doença e é acessível, não nos privaremos dela".

Questionado sobre o fato de que as medidas de confinamento na França autorizam as pessoas a deixar suas casas para correr, ao contrário do que acontece na Itália e na Espanha, o ministro lembrou que a condição é fazê-lo sozinho e que o objetivo é que as pessoas podem "esticar as pernas" ao redor de suas casas.