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Portugal chega a 160 mortes em decorrência da infecção pelo novo coronavírus

Mulher usa máscara para se proteger do coronavírus em Portugal - Horacio Villalobos#Corbis/Corbis via Getty Images
Mulher usa máscara para se proteger do coronavírus em Portugal Imagem: Horacio Villalobos#Corbis/Corbis via Getty Images

em Lisboa (Portugal)

31/03/2020 19h32

Portugal registrou nesta terça-feira 20 mortes a mais em decorrência da infecção pelo novo coronavírus, elevando o total no país para 160, ao mesmo tempo em que o número de pessoas afetadas chega a 7.443.

Na comparação ao boletim divulgado ontem pelo governo local, o número de mortos subiu 14,3%. Já o de infectados subiu pouco mais de 1 mil, em apenas um dia.

Atualmente, 627 pessoas que deram positivo para o novo coronavírus estão hospitalizadas, sendo que 188 estão em unidades de terapia intensiva.

Hoje, representantes da Direção Geral de Saúde, responsáveis por apresentarem os dados, explicaram que aconteceu um equívoco nos dados da véspera referentes ao norte do país, que dobraram em 24 horas, chegando a quase mil.

Segundo os integrantes do órgão, é possível que tenha acontecido uma contabilidade dupla por diferentes instituições.

Nacionalização de empresas

Ao mesmo tempo que em avançam os contágios no país, levantando o alerta sobre situações como a de Itália e Espanha, líderes no trágico ranking de mortes, o primeiro-ministro Antonio Costa avalia a possibilidade de nacionalizar empresas.

"Queremos preservar a continuidade do país e das atividades que sejam estratégicas. Certamente vamos avaliar, em conjunto, o que são atividades estratégicas e quais são as companhias importantes", afirmou o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira.

"O Estado português tem ferramentas para nacionalizar empresas e as usaremos se acreditarmos que é conveniente", completou.

O próprio integrante do governo, em entrevista à emissora local "TSF", lançou um alerta para a população, garantindo que todos precisam ficar preparados para uma perda de emprego em massa, em decorrência da pandemia do novo coronavírus.

"Tentaremos proteger o maior número possível de empregos, preservar as empresas ao máximo, evitando que sejam destruídas. Mas, sabemos que há muitos casos em que o impacto vai ser muito significativo", lamentou.

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