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OMS considera cada vez mais improvável segunda grande onda de covid-19

Chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus - DENIS BALIBOUSE
Chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus Imagem: DENIS BALIBOUSE

25/05/2020 14h16

A diretora de Saúde Pública da Organização Mundial da Saúde (OMS), a espanhola María Neira, afirmou nesta segunda-feira que os modelos com os quais trabalham estão cada vez mais descartando uma segunda onda da covid-19.

No entanto, em entrevista à rádio "RAC 1", de Barcelona, ela pediu "muita cautela e bom senso nesta fase muito crítica" da pandemia, a de relaxamento das medidas de confinamento.

A diretora da OMS pediu que a população não fosse "paranoica ou excessivamente relaxada" e que "aprendesse a viver com doenças infecciosas".

"Existem muitos modelos que avançam com grande probabilidade. Vão desde um crescimento pontual até uma onda significativa, mas essa última possibilidade está sendo descartada cada vez mais. Estamos muito melhor preparados em todas as áreas", afirmou a médica.

Segundo María Neira, "diminuímos de tal forma a taxa de transmissão que o vírus terá dificuldade em sobreviver. Devemos ter muito cuidado em afirmar se esse é o fim da onda, mas os dados pelo menos nos mostram que a transmissão e a explosão da primeiras semanas foram evitadas".

No entanto, ela ressaltou que "vale a pena não fazer muitas previsões, pois as próximas semanas representarão uma fase muito crítica".

"Com a abertura, você precisa ver como o vírus se comporta. Esperamos que não haja outros surtos, mas será uma batalha diária. Em duas ou três semanas, veremos o que aconteceu e se é necessário corrigi-lo cirurgicamente", afirmou a médica, sobre a fase 1 do relaxamento das medidas em que toda a Espanha entrou.

Além da Espanha, outros países europeus começaram a diminuir as restrições de circulação, após semanas de confinamento para impedir a propagação do vírus.

María Neira reconheceu que a OMS ainda tem "certas dúvidas sobre a relação do vírus com o clima", apesar de estarem vendo que "está fazendo a jornada geográfica que se espera de um vírus que queira sobreviver".

"Os números de imunidade são muito baixos. É preciso estar muito vigilante na desescalada", alertou a especialista novamente, admitindo que "o Brasil já é o segundo país com mais casos".