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Kim reaparece em público para homenagear seu avô, fundador da Coreia do Norte

Pessoas se reúnem diante das estátuas de Kim Il Sung e Kim Jong Il no aniversário de 26 anos da morte de Kim Il Sung - AFP
Pessoas se reúnem diante das estátuas de Kim Il Sung e Kim Jong Il no aniversário de 26 anos da morte de Kim Il Sung Imagem: AFP

Da EFe, em Seoul

08/07/2020 16h06

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, homenageou hoje seu avô, visitando o mausoléu em Pyongyang, onde se encontram os seus restos mortais embalsamados, em um momento marcado por suas raras aparições públicas e tensões atuais com Seul e Washington.

De acordo com a agência estatal "KCNA", Kim visitou o Palácio do Sol de Kumsusan por ocasião do aniversário da morte de seu avô, Kim Il-sung, fundador do país, que faleceu em 8 de julho de 1994.

A visita possivelmente ocorreu nas primeiras horas de hoje (hora local), embora, como habitualmente, a "KCNA" não tenha especificado quando o ato ocorreu.

O líder esteva acompanhado por outras autoridades do país, como Choe Ryong-hae, considerado a segunda figura mais poderosa do regime, além de Kim Jae-ryong e Pak Pong-ju, o atual primeiro-ministro e seu antecessor no cargo e atual vice-presidente da Comissão de Assuntos Estaduais, respectivamente, conforme detalhado pela "KCNA", que também publicou uma foto.

A imagem também mostra Kim Yo-jong, a irmã mais nova do líder, localizada na terceira fila de oficiais que formaram a comitiva principal junto com Kim Jong-un.

A visita a Kumsusan, onde os restos mortais mumificados do pai do atual líder, Kim Jong-il (que morreu em 2011) também descansa, tem sido uma das poucas aparições públicas do ditador norte-coreano nos últimos meses.

De fato, Kim nem sequer visitou Kumsusan em 15 de abril, data do aniversário de seu avô, considerado o principal feriado nacional: "Dia do Sol".

Essas ausências prolongadas, que por sua vez ocorrem em um ano marcado pela pandemia da Covid-19, provocaram rumores e especulações sobre seu estado de saúde.

Embora a intervenção pública anterior de Kim tenha ocorrido em 2 de julho (em uma reunião da Mesa Política em que ele pediu para "reavaliar" as medidas preventivas contra o coronavírus), durante o segundo trimestre do ano, ele só apareceu nos meios de comunicação estatais em sete ocasiões.

Sua visita ao mausoléu chega em um momento de tensão renovada com Seul, com quem Pyongyang cortou laços depois de acusar a Coreia do Sul de permitir balões com propaganda anti-regime por desertores norte-coreanos e também os Estados Unidos, com quem afirmou não ter interesse em se reunir.

Hoje, o vice-secretário de Estado dos EUA, Stephen Biegun, está em Seul para analisar a situação na península e o diálogo com a Coreia do Norte sobre desnuclearização, paralisado desde a cúpula de Hanói, no ano passado.

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