PUBLICIDADE
Topo

Protestos contra medidas de restrição deixam quase 40 feridos na Sérvia

09/07/2020 15h23

Belgrado, 9 jul (EFE).- Os protestos registrados no centro de Belgrado, na Sérvia, contra novas medidas restritivas para evitar a propagação do novo coronavírus, deixaram 19 policiais e 17 manifestantes feridos, segundo informações obtidas nesta quinta-feira pela Agência Efe.

Milhares de pessoas foram às ruas pelo segundo dia seguido, para mostrar descontentamento com as informações divulgadas pelo presidente do país, Aleksandar Vucic, sobre o combate à Covid-19, a doença provocada pelo patógeno.

O ato começou em clima pacífico, mas horas depois, grupos violentos começaram a lançar pedras, sinalizadores e outros artefatos contra agentes. Além disso, derrubaram grades metálicas colocadas para cercar o Parlamento sérvio.

Unidades anti distúrbios da polícia, com veículos blindados, foram acionadas. A intervenção contra os manifestantes mais agitados aconteceu com gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral.

Os confrontos entre agentes de segurança e o grupo duraram mais de três horas, em diferentes regiões do centro da cidade. Houve registros de incidentes também nas cidades de Novi Sad, no norte, e Nis, no sul.

Alguns jornalistas, inclusive, denunciaram agressões por parte de policiais e de manifestantes.

Os protestos começaram depois que o presidente, Aleksandar Vucic, anunciou um toque de recolher geral neste fim de semana, embora tenha voltado atrás, logo depois, dizendo que o governo ainda estudava medidas a serem tomadas.

A oposição vem criticando o mandatário por ter autorizado eventos com público nas últimas semanas, apontando que as liberações seriam forma de facilitar a vitória do partido que integra nas eleições que aconteceram em 21 de julho.

Hoje, um grupo de especialistas do governo deverá avaliar as novas medidas que deverão ser tomadas na Sérvia, que vem registrando aumento nos novos casos de infecção pelo novo coronavírus.

Desde o início da pandemia, foram 17 mil registros de contágio, e 341 mortes. EFE

sn/bg