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Argentina passará dar como confirmados casos sem testes de diagnóstico

06/08/2020 17h22

Buenos Aires, 6 ago (EFE).- O Ministério da Saúde da Argentina ampliará a forma de registrar as infecção pelo novo coronavírus, passando a considerar confirmados os casos de pessoas que, estando em área de transmissão comunitária, apresentem dois ou mais sintomas da Covid-19 ou convivam com alguém que tenha dado positivo em teste.

A informação foi dada pela secretária de Acesso à Saúde do governo, Carla Vizzotti, que explicou se tratar de uma modalidade de "caso confirmado por nexo clínico epidemiológico", que não necessitará de um exame PCR para que entre nos boletins oficiais.

"Permitirá otimizar o tempo, tornar os recursos mais eficientes e realizar a definição de casos confirmados mais rapidamente, para poder implementar as mesmas medidas dos outros casos, em que se faz o diagnóstico por laboratório", explicou.

Segundo Vizzotti, o tratamento e o acompanhamento dos pacientes serão os mesmos daqueles que derem positivo em teste.

"Quando se toma essa decisão, em um primeiro momento, aumenta o número de casos, porque se acelera a velocidade do diagnóstico. A partir dali, continua o acompanhamento, com o mesmo critério epidemiológico", afirmou a secretária de Acesso à Saúde.

A especialista explicou que a estratégia é utilizada habitualmente para o controle de surtos e que aplicação regionalizada ficará a cargo dos governos das províncias do país.

Segundo dados apresentados hoje pelo Ministério da Saúde, foram registrados nesta quinta-feira mais 7.147 casos de infecção pelo novo coronavírus, o que eleva o total na Argentina para 220.682. Com isso, a média de contágios diários na última semana chegou a 5.955.

Da noite ontem até o anúncio do boletim matinal das autoridades do país, foram contabilizadas 20 mortes em decorrência da Covid-19.

Além disso, 1.219 pessoas estão internadas em unidades de terapia intensiva no país, o que representa 56,3% da taxa de ocupação de leitos no país. Na região metropolitana de Buenos Aires, o índice é de 66,1%.