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Kosovo deseja batizar de "Trump" lago na fronteira com Sérvia

25/09/2020 17h43

Belgrado, 25 set (EFE).- O primeiro-ministro de Kosovo, Avdullah Hoti, pronunciou-se a favor da mudança do nome do lago Ujman/Gazivode, localizado no Kosovo e na Sérvia, para "Trump", em reconhecimento à recente mediação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entre Pristina e Belgrado.

"Eu saúdo a proposta de que o Lago Ujman seja renomeado como Lago Trump", escreveu Hoti em sua conta no Twitter.

Segundo o premiê, a ideia de mudar o nome do lago foi levantada por Richard Grenell, mediador da Casa Branca nas negociações entre a Sérvia e Kosovo.

No último dia 4, Hoti e o presidente da Sérvia, Aleksandar Vucic, concordaram com Trump, na Casa Branca, em normalizar suas relações econômicas, em meio ao difícil caminho para a resolução dos conflitos políticos que as duas partes enfrentam.

Para Hoti, o acordo selado em Washington "é o maior passo para um acordo político definitivo, que resultará no reconhecimento mútuo" entre Kosovo e Sérvia.

A Sérvia ainda não reconhece a independência que sua antiga província de Kosovo proclamou unilateralmente em 2008.

O lago estratégico, que os albaneses do Kosovo chamam de Ujman e os sérvios de Gazivode, é um dos maiores pontos de discórdia entre os dois países.

O lago constitui uma importante reserva de água potável e também possui uma usina elétrica.

O documento assinado em Washington inclui um acordo para preparar um estudo de viabilidade para solucionar o uso e manejo do Gazivode, que está localizado principalmente no norte do território de Kosovo, povoado por sérvios.

Ontem, alguns sérvios de Kosovo instalaram a inscrição em inglês "Trump bridge" em uma ponte de lago e em um local próximo outra que diz: "Presidente Trump, os sérvios do Kosovo o agradecem por ter trazido a paz".

Grenell comentou no Twitter, que "ambas as partes concordam com o novo nome: Lago Trump".

Sérvia e Kosovo estão conduzindo um diálogo sob os auspícios da União Europeia (UE) para normalizar suas relações, em um processo que deve levar a um acordo pleno e juridicamente vinculativo, que foi retomado em julho passado, após um ano e meio de impasse. EFE

sn/phg