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Vacinas contra covid serão lançadas a partir de março, diz agência europeia

Imagem ilustrativa da vacina contra a covid-19, causada pelo novo coronavírus - Miguel Noronha/Futura Press/Estadão Conteúdo
Imagem ilustrativa da vacina contra a covid-19, causada pelo novo coronavírus Imagem: Miguel Noronha/Futura Press/Estadão Conteúdo

Em Roma

16/10/2020 18h44

O diretor-executivo da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), o italiano Guido Rasi, afirmou nesta sexta-feira que, "se tudo der certo", as primeiras vacinas contra a covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, estarão disponíveis entre março e junho de 2021.

"É muito difícil, quase impossível, ter uma vacina ainda em 2020. Se tudo correr bem, nos primeiros meses de 2021 poderão haver três vacinas aprovadas pela EMA", explicou Rasi ao canal de televisão "Skytg24".

Rasi explicou que o início de uma significativa campanha de vacinação deve acontecer assim que "as primeiras doses, importantes para aqueles que pertencem aos grupos de risco", forem aprovadas.

Além disso, o especialista afirmou que, a partir desse momento, "a disponibilidade de doses deverá aumentar rapidamente", sendo suficiente para vacinar a maior parte da população interessada até setembro de 2021.

O diretor da EMA defendeu que "a chegada da vacina será o início do fim da pandemia", mas detalhou que só depois de um ano de campanha de imunização será possível observar um diminuição significativa da expansão do vírus.

Questionado sobre a necessidade do uso de máscaras após o lançamento das vacinas, Rasi respondeu que, "a princípio, certamente, não", e que as medidas de distanciamento social também deverão ser mantidas até que surjam dados concretos sobre a eficácia das vacinas a longo prazo e seu desempenho com o uso em larga escala.

Independentemente dos resultados dos testes clínicos de cada fórmula, é preciso descobrir como elas funcionam "na prática. quantas pessoas respondem à vacina, sua intensidade e quanto tempo dura", o que segundo Rasi levará "pelo menos seis meses".

Sobre o uso de diferentes drogas para o tratamento da covid-19, o diretor da EMA destacou que "há pelo menos dois ou três medicamentos ou abordagens que com certeza são eficazes, como o uso, no momento certo, de cortisona e anticoagulantes".

"Agora também está mais próxima a possibilidade de começar a usar anticorpos monoclonais, que parecem ter sido utilizados pela Casa Branca", afirmou Rasi, em referência ao coquetel da farmacêutica Regeneron que foi usado para ajudar na recuperação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.