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Trump e Biden acusam um ao outro de receber dinheiro de governos estrangeiros

23/10/2020 02h40

Nashville (EUA), 22 out (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o candidato do Partido Democrata à Casa Branca, Joe Biden, se acusaram mutuamente de receber dinheiro de governos estrangeiros, durante o segundo e último debate entre eles antes das eleições presidenciais de 3 de novembro.

Trump afirmou no debate, realizado em Nashville, no estado do Tennessee, que Biden recebeu dinheiro da Rússia, colocou seu filho Hunter em uma companhia de gás da Ucrânia em troca de influência e facilitou os negócios de seus irmãos em lugares como o Iraque.

"Joe recebeu US$ 3,5 milhões da Rússia, e vieram de (Vladimir) Putin, porque ele foi muito amigável com o ex-prefeito de Moscou", disse.

Biden, que negou ter recebido "um único centavo" de governos estrangeiros, respondeu que os negócios de seu filho na Ucrânia eram "éticos".

"O cara que teve problemas na Ucrânia foi ele (Trump), que tentou subornar o governo ucraniano para dizer algo negativo sobre mim, o que eles não fizeram", declarou Biden sobre o episódio que levou o presidente americano a um julgamento político que poderia ter provocado um impeachment.

"Não recebi um centavo de nenhum governo estrangeiro em minha vida", acrescentou o ex-vice-presidente no governo de Barack Obama (2009 a 2017).

Biden também acusou Trump de pagar mais impostos no exterior do que nos Estados Unidos e de ter uma conta bancária secreta na China.

Trump, entretanto, defendeu que a conta estava ativa entre 2013 e 2015 quando ele estava envolvido em negócios imobiliários e também defendeu ter "pagado antecipadamente milhões de dólares" em impostos antes de se tornar presidente, embora não tivesse apresentado nada para provar isso.

"Já paguei milhões de dólares adiantados em impostos", afirmou Trump, além de alegar que essa decisão foi tomada por seus contadores e que ele só foi informado disso na semana passada.