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Bombardeio russo deixa pelo menos 78 rebeldes muçulmanos mortos na Síria

26/10/2020 16h04

Beirute, 26 out (EFE).- Um ataque aéreo russo contra um quartel na província de Idlib, no noroeste da Síria, deixou 90 feridos e matou pelo menos 78 rebeldes muçulmanos, integrantes da organização Legião do Levante, que conta com o apoio do governo da Turquia, de acordo com o último balanço do Observatório Sírio de Direitos Humanos.

"O número de combatentes mortos subiu para pelo menos 78, e pode aumentar devido à existência de mais de 90 feridos, alguns deles em estado crítico. Além disso, há também pessoas desaparecidas e presas em escombros", afirmou a ONG através de um comunicado.

A Rússia, aliada do governo de Bashar al Assad, bombardeou um quartel onde estavam cerca de 180 pessoas da Legião do Levante que participavam de uma cerimônia de formatura do grupo, segundo o observatório, que tem sede no Reino Unido e conta uma ampla rede de colaboradores na área.

O ataque ocorreu poucos dias depois de as tropas turcas, que apoiam os rebeldes, se retirarem de um dos postos de observação que mantêm ao redor da província de Idlib, o último reduto da oposição ao governo no país, sitiado há meses pelas forças militares sírias.

Este bombardeio aéreo foi um dos maiores ataques desde o cessar-fogo decretado em março deste ano pela Rússia e pela Turquia, e que acabou com ofensiva lançada por Damasco um ano antes, com o apoio de Moscou, para retomar Idlib e algumas áreas próximas controladas pela oposição e por grupos rebeldes muçulmanos.

Idlib é praticamente controlada pela Organização de Libertação do Levante, que inclui a ex-afiliada síria da rede Al Qaeda, anteriormente conhecida como Frente Al Nusra, além de uma série de facções apoiadas por Ancara.

A Legião do Levante, que faz parte da coalizão rebelde da Frente de Libertação Nacional Sunita, opera em Idlib com a aprovação da Organização para a Libertação do Levante e da Turquia.