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Casos do novo coronavírus caíram 30% na Inglaterra após 2º confinamento

30/11/2020 14h25

Londres, 30 nov (EFE).- Os casos de infecção pelo novo coronavírus na Inglaterra tiveram queda de 30% durante o segundo confinamento no país, que entrou em vigor no último dia 5 e, a princípio, vigorará por mais dois dias, conforme indicou estudo divulgado nesta segunda-feira.

Uma equipe de pesquisa do Imperial College, de Londres, indicou que algumas das áreas mais afetadas pelo patógeno tiveram grandes melhorias, embora os indicadores no território inglês sigam sendo considerados altos.

O estudo se baseou em testes de detecção realizados em mais de 10 mil pessoas entre os dias 13 e 24 de novembro.

Os pesquisadores estimam que o fator de reprodução (R), que mede o potencial de transmissão do novo coronavírus, caiu para 0,88, o que significa que cada grupo de 100 pessoas positivas para o patógeno infectam outras 88.

O dado é importante para avaliar a velocidade da expansão da pandemia, e quando supera a marca de 1, a situação é considerada de alerta mais alto.

Os responsáveis pela pesquisa aplicaram os testes para detectar o novo coronavírus em pessoas selecionadas aleatoriamente, independentemente de terem ou não apresentado sintomas da Covid-19.

Os resultados mostraram uma queda de 30% nas infecções entre o último estudo realizado, no final de outubro, e o período entre 13 e 24 de novembro. No estudo anterior, o fator (R) estava acima de 1, ou seja, em aceleração.

No noroeste e nordeste do país - regiões com alguns dos mais altos níveis de infecção - os casos caíram em mais da metade. O maior número de positivos agora está nas zonas de East Midlands e West Midlands, no centro do país.

O segundo confinamento, de quatro semanas, começou em 5 de novembro na Inglaterra e terminará nesta quarta-feira, quando um novo sistema de restrições com três níveis de risco (médio, alto e muito alto) entrará em vigor no país.

O ministro da Saúde do Reino Unido, Matt Hancock, se manifestou sobre as conclusões do estudo do Imperial College e admitiu se tratar de um sinal para as autoridades locais.

"Ainda não se pode tirar o pé do freio", garantiu. EFE

prc/bg