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Moderna planeja produzir pelo menos 600 milhões de doses da vacina em 2021

04/01/2021 19h31

Nova York, 4 jan (EFE).- A farmacêutica americana Moderna anunciou nesta segunda-feira que espera produzir pelo menos 600 milhões de doses de sua vacina contra a Covid-19 durante 2021, 100 milhões a mais do que o estimado anteriormente.

Em nota, a empresa informou que continuará investindo e ampliando sua força de trabalho para poder fabricar até 1 bilhão de doses ao longo deste ano.

A Moderna informou que já entregou cerca de 18 milhões de doses aos Estados Unidos, com quem tem contrato de fornecimento de 200 milhões de doses, com opção para mais 300 milhões.

A empresa disse esperar ter cerca de 100 milhões dessas doses para os EUA disponíveis durante o primeiro trimestre deste ano e um total de 200 milhões até o final do segundo trimestre.

A Moderna também começou a fornecer o produto para o Canadá, com quem tem convênio para fornecer 40 milhões de doses, com opção de mais 16, e onde a vacina já foi aprovada pelos órgãos reguladores.

Além disso, a empresa americana tem contratos para vender 80 milhões de doses para a União Europeia com opção de mais 80 milhões, 50 milhões para o Japão, 7,5 milhões para a Suíça, 7 milhões para o Reino Unido, 6 milhões para Israel e 6 milhões para o Catar.

A Moderna tem acordo com a suíça Lonza para apoiar a fabricação de sua vacina e trabalha com a Catalent para o processo de fabricação final nos Estados Unidos e com a espanhola Rovi e a sueca Recipharm fora do país.

Ainda hoje, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) realiza reunião extraordinária em que poderá concluir a avaliação da vacina da Moderna, antecipando assim seu veredicto final para que a Comissão Europeia possa conceder uma licença condicional para o uso do medicamento em território europeu.

Caso tenha uma conclusão positiva, a vacina da Moderna seria a segunda a receber a aprovação de cientistas da União Europeia, após a aprovação, em 21 de dezembro, do medicamento desenvolvido contra a Covid-19 pelas farmacêuticas Pfizer/BioNTech, que já está utilizada pela UE desde a semana passada.