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Espanha pretende fortalecer relacionamento com a América Latina

27/01/2021 00h56

Madri, 26 jan (EFE).- O governo da Espanha pretende fortalecer as relações entre a União Europeia e a América Latina e o Caribe, incluindo esforços contínuos para ratificar o Acordo UE-Mercosul e modernizar os acordos existentes com o México e o Chile, bem como fortalecer a Conferência Ibero-Americana e o sistema de cúpulas.

O país europeu também quer manter a iniciativa na busca de uma saída para a crise na Venezuela, facilitar o acesso ao financiamento para as nações de renda média da América Latina e manter o esforço de solidariedade na UE, de acordo com a nova Estratégia de Ação Externa espanhola 2021-2024, que precisa passar pelo Parlamento e pelo Conselho de Política Externa antes da aprovação final.

O plano, lançado nesta terça-feira, prevê que o governo espanhol pretende colocar em prática uma diplomacia feminista e econômica que, pela primeira vez, inclui o turismo como um de seus principais eixos e reforça o compromisso com o multilateralismo.

O projeto se baseia na promoção dos direitos humanos, da democracia, da segurança e da diversidade, está comprometido com um modelo socioeconômico global, baseado nos princípios de integração, justiça e equidade, e na defesa de um planeta "mais sustentável, habitável e verde". Além disso, a Espanha também almeja a melhoria da governança global através de uma maior integração regional e de um multilateralismo renovado e reforçado.

"Nossa ação externa deve contribuir para que o setor turístico continue sendo um motor de crescimento e criação de empregos que impulsione uma rápida recuperação", declarou a ministra da Indústria, Comércio e Turismo, Reyes Maroto, fazendo referência às fortes perdas econômicas causadas pela pandemia da Covid-19.

O reforço e a modernização da cooperação financeira e o cumprimento do compromisso de destinar 0,5% do Rendimento Nacional Bruto à ajuda oficial ao desenvolvimento são outros objetivos.

Em âmbito continental, o governo espanhol pretende fortalecer as cúpulas bilaterais com Alemanha, França, Itália, Polônia e Portugal e aprofundar os mecanismos de cooperação, uma nova relação de colaboração com o Reino Unido e o futuro acordo entre britânicos e a UE sobre Gibraltar.

No Magrebe e no Oriente Médio, o objetivo é aumentar o diálogo com todos os países da região e realizar consultas políticas e reuniões de alto nível com os governos de Marrocos e Argélia. O país europeu quer também dar força ao Diálogo 5+5 do Mediterrâneo Ocidental e a União para o Mediterrâneo, além de pressionar para que as Nações Unidas encontrem soluções para as questões do Saara Ocidental, da Líbia e da Palestina.