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1 mês

Colômbia isola 5,7 mil doses de CoronaVac por falha de armazenamento

26/02/2021 20h16

Cerca de 5,7 mil doses da vacina CoronaVac enviadas para o departamento de Tolima, na Colômbia, permanecerão em quarentena até que o Instituto Nacional de Vigilância de Drogas e Alimentos (Invima) determine se os produtos biológicos, cuja aplicação foi suspensa, podem ou não ser utilizados.

O Secretário de Saúde de Tolima, Jorge Bolívar, advertiu ontem à noite que o processo de vacinação que estava programado para este fim de semana com a vacina do laboratório chinês Sinovac foi suspenso por ordem direta do Ministério da Saúde. "As doses enviadas em 24 de fevereiro tinham um pequeno desvio da curva de temperatura", justificou a pasta.

A Invima afirmou que após a chegada das doses, durante a revisão dos registros dos frascos contidos nas caixas, que permitem o monitoramento constante da temperatura do conteúdo, foi detectado um leve aumento acima do recomendado pela fabricante para o transporte.

O Ministério da Saúde explicou que durante o transporte das vacinas, que chegou no último sábado a Bogotá em um lote de 190 mil doses, para Ibague, capital de Tolima, a temperatura foi de 2 a 8 graus Celsius das 7h às 11h30. Entretanto, entre 11h30 e 12h55, a temperatura atingiu 9,3 graus, ou seja, 1,3 grau acima do recomendado durante uma hora e 25 minutos.

"Com o acima exposto, a equipe responsável procedeu à quarentena das vacinas que apresentavam esta situação", informou o diretor de Medicamentos do Ministério da Saúde, Leonardo Arregocés.

O governo colombiano foi criticado por atrasos na entrega das vacinas que chegaram ao país, pois o lote de CoronaVac recebido no sábado só começou a ser enviado para alguns departamentos na última quarta-feira.

Em Tolima, como em outras regiões, a vacinação foi paralisada porque o carregamento entregue pelas autoridades na semana passada já foi totalmente aplicado.

"Com os dados que o Ministério da Saúde tem sobre a estabilidade desta vacina, infere-se que o produto é estável e não sofreu nenhum dano, pois estudos mostram que o biológico mantém suas propriedades a temperaturas de até 25 graus Celsius por até 14 dias", ponderou Arregocés diante das críticas.