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1 mês

Sarkozy é condenado a 3 anos de prisão na França

01/03/2021 20h13

Paris, 1 mar (EFE).- O ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy, foi condenado nesta segunda-feira a três anos de prisão, pelos crimes de corrupção e tráfico de influências, o que o torna o primeiro ocupante da chefia de governo do país a receber pena de encarceramento após julgamento.

O Tribunal Correcional de Paris indicou que dois anos ficarão isentos de cumprimento e que o terceiro poderia ser convertido em prisão domiciliar ou sob vigilância com o uso de tornozeleira eletrônica.

A corte condenou, além disso, condenou a uma pena similar o advogado do ex-presidente, Thierry Herzog, a quem ainda impôs uma pena de proibição de exercer a profissão por cinco anos, além do ex-juiz Gilbert Azibert.

Todas as penas são inferiores ao que havia sido pedido pelo Ministério Público da França, que desejava condenação de dois anos com obrigação de cumprimento para todos os acusados.

Hoje, os magistrados do caso consideraram comprovado que existiu um pacto de corrupção para beneficiar os interesses judiciais de Sarkozy, em outros processos abertos desde que deixou a chefia do governo do país.

O caso veio à tona a partir de conversas telefônicas interceptadas pela polícia em 2014, entre o então presidente e Herzog, em que se indicava o contato com Azibert, então ministro do Tribunal Supremo, para obter informações sobre caso aberto contra o ex-presidente.

Em troca de ajuda, o então juiz conseguiria um cargo no Principado de Mônaco.

A sentença indica a "particular gravidade" do delito cometido por Sarkozy, devido a condição de presidente, que, "se serviu do cargo e das relações para interesses pessoais".

Além disso, os juízes apontaram que o então presidente tinha que saber sa infrações cometidas pelo advogado, um dos mais prestigiados da França.

Sarkozy ainda pode apelar da sentença, que foi determinada duas semanas antes da abertura de outro processo contra ele, por supostas irregularidades no financiamento da campanha presidencial de 2012, em que se elegeu.