PUBLICIDADE
Topo

Internacional

Agência reguladora britânica respalda uso da vacina da AstraZeneca

Getty Images
Imagem: Getty Images

EFE

19/03/2021 00h21

A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos para a Saúde (MHRA) confirmou nesta quinta-feira que apoia o uso da vacina contra o coronavírus da farmacêutica AstraZeneca, embora ainda esteja investigando sua hipotética ligação com cinco casos de trombose cerebral.

A conselheira-chefe da agência, June Raine, declarou em entrevista coletiva que não foram encontradas evidências de que coágulos de sangue nas veias vêm ocorrendo mais do que seria de se esperar na ausência da vacinação, que no Reino Unido tem sido realizada até agora com imunizantes da própria AstraZeneca e da Pfizer.

Raine salientou que os benefícios de ambas as vacinas continuam superando firmemente os riscos, por isso recomendou que as pessoas sejam vacinadas assim que receberem o convite pelo sistema de saúde.

Ao mesmo tempo, a chefe da reguladora detalhou que estão sendo investigados cinco casos de trombose do seio venoso cerebral (CVST) detectados juntamente com um baixo nível de plaquetas sanguíneas em pessoas que haviam recebido a vacina da AstraZeneca pouco antes.

Ela afirmou que os casos, detectados após 11 milhões de pessoas no Reino Unido terem sido inoculadas com doses do laboratório, são "extremamente raros", e uma relação causal com a injeção não foi estabelecida até agora

Como medida "preventiva", enquanto a agência analisa os dados disponíveis, recomenda que as pessoas vacinadas que sofrem dores de cabeça por mais de quatro dias após receberem uma dose ou apresentem hematoma fora do local da injeção, após vários dias, procurem atendimento médico.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, anunciou na mesma coletiva que será vacinado amanhã com a preparação da AstraZeneca, desenvolvida em colaboração com a Universidade de Oxford.

"É razoável que as pessoas queiram ter certeza de que as vacinas são seguras e eficazes e que temos os suprimentos necessários", declarou o chefe de governo, que se recuperou da Covid-19 após ter passado vários dias em terapia intensiva em abril do ano passado.

Johnson admitiu que o Reino Unido terá menos doses no próximo mês do que vem conseguindo administrar em março, mas garantiu que o cronograma planejado até agora, que prevê que todos com mais de 50 anos de idade poderão receber uma primeira dose em 15 de abril e todos os adultos antes do final de julho, será mantido.

O premiê também disse que a redução temporária no fornecimento se deve a "vários problemas técnicos" com uma das empresas que produzem a vacina da AstraZeneca na Índia.

Internacional