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15 dias

Rússia responde aos EUA com expulsão de diplomatas, lista negra e sanções

16/04/2021 22h17

Moscou, 16 abr (EFE).- A Rússia anunciou nesta sexta-feira que vai expulsar dez diplomatas americanos e adotar uma série de sanções em resposta a uma decisão semelhante tomada na véspera pelos Estados Unidos com base na alegação de espionagem cibernética russa contra o país e por interferência na Ucrânia.

O presidente russo, Vladimir Putin, "aprovou estas medidas em resposta aos atos absolutamente hostis e gratuitos anunciados por Washington contra a Rússia, nossos cidadãos, pessoas físicas e jurídicas, e nosso sistema financeiro", disse Sergey Lavrov, ministro das Relações Exteriores do país, em uma entrevista coletiva.

Lavrov afirmou que em breve será divulgada uma "lista negra" que incluirá oito funcionários norte-americanos que ocupam cargos de responsabilidade em instituições governamentais dos EUA, que na quinta-feira sancionou, por sua vez, funcionários russos de alto escalão.

Moscou também limitará e fechará as atividades das fundações e organizações não governamentais dos EUA que "abertamente" interferem nos assuntos internos da Rússia.

Além disso, as autoridades russas iniciarão o processo de denúncia do acordo que regula a mobilidade dos diplomatas no país para o qual foram designados, a fim de restringir suas viagens para longe de Moscou.

Lavrov advertiu que, caso a atual "troca de cortesias" continue, Moscou pedirá a Washington que reduza o número de seus diplomatas em território russo dos atuais 450 para 300, em conformidade com a presença russa nos EUA.

O ministro explicou que a Rússia reservará "medidas dolorosas" para o mundo dos negócios americano.

Quanto ao resto das medidas e à identidade dos americanos sancionados, ele disse que eles serão conhecidos ainda hoje.

Lavrov também declarou que o Kremlin "recomendou" ao embaixador dos EUA, John Sullivan, que voltasse a seu país para consultas com seus superiores.

Na quinta-feira, os Estados Unidos impuseram sanções à Rússia por sua suposta interferência nas eleições presidenciais de 2020 e por seu suposto papel no ataque hacker da SolarWinds, além de impor punições relacionadas às ações russas na Ucrânia e no Afeganistão.

O governo do presidente Joe Biden também anunciou a expulsão de dez membros da missão diplomática russa em Washington, incluindo membros dos serviços de inteligência.

Além disso, a Casa Branca acusou formalmente o Serviço de Espionagem Estrangeira da Rússia (SVR) de ter cometido o ataque hacker de grandes proporções que supostamente começou em 2019 e penetrou nos sistemas do governo dos EUA e de grandes empresas através de um software da empresa SolarWinds.

No total, as novas sanções de Washington afetam seis empresas russas por suas atividades de ciberespionagem, 32 organizações e indivíduos russos por interferência eleitoral e oito indivíduos e entidades pela ocupação da península ucraniana de Crimeia pela Rússia.