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15 dias

Maduro reforça reclamação contra países que concentram vacina contra Covid-19

17/04/2021 02h28

Caracas, 16 abr (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, reiterou nesta sexta-feira o apelo contra a concentração de vacinas contra o coronavírus por grandes países e reforçou o pedido para que os imunizantes se tornem um bem de uso público.

"Da Venezuela, acompanhamos a denúncia feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) da monopolização, concentração e especulação das guerras de vacinas no mundo", declarou Maduro durante um evento para celebrar o 18º aniversário da missão Barrio Adentro, um programa de saúde social.

Segundo o presidente venezuelano, o diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, denunciou hoje a acumulação de vacinas. Maduro voltou a manifestar o clamor para que as vacinas se tornem um bem de uso público.

"Há 26 países no mundo onde nem uma única vacina chegou porque outros a monopolizaram. Há uma guerra geopolítica e uma guerra comercial em torno das vacinas. Os mercados de vacinas secundárias e terciárias foram criados onde as vacinas são vendidas três ou quatro vezes mais caras", frisou.

Ele também se referiu ao progresso do processo de vacinação no país e disse que até agora uma boa parte dos funcionários da área da saúde e professores foi imunizada. Além disso, destacou, sem dar detalhes, que medidas estão sendo tomadas para vacinar pessoas com mais de 60 anos de idade com algum tipo de doença.

Mais uma vez, Maduro não fez referência à vacinação de políticos na Venezuela, algo do que ele mesmo se beneficiou. Ele voltou a dizer que espera imunizar a população com vacinas de Cuba (ainda inexistentes, já que estão na terceira fase de ensaios clínicos), China, Rússia e do mecanismo Covax.

Até o momento, a nação vizinha conta com 800 mil vacinas contra o coronavírus, 300 mil da Sputnik e 500 mil do laboratório chinês Sinopharm. Em todo o território venezuelano, desde o começo da pandemia, houve 1.853 mortes por Covid-19 e 179.365 casos de infecção, conforme dados oficiais. EFE

ba/dr

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