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15 dias

Cuba registra novo recorde de casos de Covid-19 com 1.183 positivos em 24h

20/04/2021 19h40

Havana, 20 abr (EFE).- Cuba registrou, nesta terça-feira, o maior número de novos casos diários desde o início da pandemia da Covid-19, tendo registrado 1.183 positivos, de acordo com o relatório do Ministério da Saúde Pública (Minsap).

O recorde anterior era de 1.162 infecções e foi registrado no último dia 4 de abril, um mês em que também foram registradas as duas primeiras mortes de crianças por Covid-19 no país.

Até o momento, Cuba registrou 95.754 positivos e 538 mortes, sete delas no último dia.

Os novos casos de hoje, incluindo 15 importados, foram detectados após a realização de 22.239 testes.

Há 24.039 pessoas internadas em hospitais cubanos: 5.093 casos ativos - 26 em estado crítico e 33 graves -, 3.531 com sintomas suspeitos e o restante sob vigilância epidemiológica.

Como nos dias anteriores, as províncias ocidentais de Havana, Matanzas concentram o maior número de infectados com 544 e 217 casos, respectivamente.

A capital tem a maior taxa de incidência da doença em Cuba nos últimos 15 dias com 365,5 infecções por 100 mil habitantes.

Esses indicadores voltaram a ser o epicentro da pandemia, apesar de manterem em vigor medidas como o toque de recolher noturno e o fechamento de escolas, restaurantes, bares e praias, entre outros.

A escassez decorrente da crise econômica obriga as pessoas a saírem às ruas e a fazer longas filas para comprar alimentos e outros produtos básicos, dificultando o combate à pandemia.

O país está desenvolvendo cinco vacinas candidatas contra o coronavírus, duas das quais - Soberana 02 e Abdala - estão na terceira e última fase de ensaios clínicos para avaliar sua eficácia.

Ao mesmo tempo, foram lançados "estudos de intervenção controlada" em Havana e no leste para administrar as duas fórmulas, incluindo 1,7 milhão de pessoas na capital.

Esses medicamentos ainda não têm autorização para uso emergencial ou registro, questão que as autoridades esperam atingir em junho com base nos resultados preliminares da última etapa de testes da Soberana 02 e da Abdala.

O governo cubano não comprou vacinas no mercado internacional, nem faz parte do mecanismo Covax, criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que tem como objetivo promover o acesso equitativo à imunização em países de baixa e média renda. EFE

lbp/phg