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15 dias

Presidente do Chade é morto em campo de batalha, confirma Exército local

20/04/2021 16h44

Djamena, 20 abr (EFE).- O presidente do Chade, Idriss Déby, que estava no poder desde 1990 e foi declarado vencedor das eleições realizadas no último dia 11, morreu aos 68 anos de idade em decorrência de ferimentos sofridos no campo de batalha em combates contra rebeldes, informou nesta terça-feira o Exército local.

"O presidente Idriss Déby Itno acabou de dar seu último suspiro ao defender a integridade territorial no campo de batalha", anunciou o porta-voz do Exército, general Azem Bermandoa Agouna, em comunicado à televisão estatal.

"Com profunda amargura, anunciamos ao povo chadiano a morte, nesta terça-feira, 20 de abril de 2021, do marechal Idriss Déby Itno", acrescentou.

Foi criado um conselho militar de transição, liderado pelo general Mahamat Idriss Déby, filho do presidente, durante os próximos 18 meses e a Constituição, Governo e Parlamento foram dissolvidos, de acordo com informações da mídia local.

As autoridades também declararam luto nacional de 14 dias, assim como toque de recolher das 18h às 5h (hora local) em todo o território nacional, e as fronteiras terrestres e aéreas foram fechadas até nova ordem.

A morte de Déby foi anunciada depois que a Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI) confirmou ontem à noite os resultados provisórios das eleições presidenciais no último dia 11, que lhe deram a vitória com 79,32% dos votos.

Embora as eleições tenham decorrido com calma, nesse mesmo dia rebeldes chadianos da Frente pela Alternância e a Concórdia no Chade (FACT, na sigla em francês), vindos da Líbia, realizaram uma incursão em território nacional com a intenção de tirar Déby do poder.

No dia 13, a FACT reivindicou o controle da província de Tibesti, no extremo norte do país, e no dia 18 confirmou que havia "libertado" a província de Kanem, no oeste do Chade e na fronteira com o Níger.

Por sua vez, o Exército nacional negou os fatos e anunciou que mais de 300 rebeldes foram mortos e mais de 150 presos durante os combates na província de Kanem.

Da mesma forma, ontem à noite a FACT anunciou em um comunicado que pelo menos 15 oficiais superiores tinham sido mortos, desaparecidos ou feridos e em fuga, com o nome de Déby constando na lista.