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1 mês

Casos semanais de covid-19 no mundo caem pela 1ª vez desde fevereiro, diz OMS

04/05/2021 01h40

Genebra, 3 mai (EFE).- Os casos semanais de covid-19 pelo mundo, que não paravam de subir desde meados de fevereiro, caíram pela primeira vez, na semana passada, e Índia e Brasil concentram a metade desses contágios, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Nos últimos sete dias, foram reportados 5,69 milhões de casos semanais, enquanto que na semana de 19 a 25 de abril foram confirmados 5,73 milhões, mostrando, finalmente, uma queda na curva global de casos após um mês e meio de alta.

"Houve mais casos nas últimas duas semanas do que nos seis primeiros meses de pandemia, e Índia e Brasil representam mais da metade dos casos da semana passada, mas há muitos outros países que enfrentam uma situação delicada", alertou, em entrevista coletiva, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom.

Diante do freio nos contágios, o número de mortes por complicações da covid-19 na semana passada (93 mil) foi superior às 88 mil da anterior, aproximando-se dos números recorde de janeiro, que beiraram 100 mil óbitos semanais.

No acumulado desde o início da pandemia, os casos de covid-19 já passam de 152 milhões, entre eles quase 3,2 milhões de mortes confirmadas.

Na Índia, que já superou os 400 mil casos por semana e segue batendo recordes de contágios diários, a OMS continua ajudando com a distribuição de equipamentos como concentradores de oxigênio.

Tedros enfatizou que, diante da terrível situação na rede de saúde indiana, que impede que muitas pessoas sejam internadas, a OMS iniciou uma campanha informativa sobre como se cuidar em casa.

"O que ocorreu na Índia e no Brasil pode acontecer em qualquer lugar se não tomarmos as precauções que temos pedido desde o início da pandemia", disse Tedros, ao se referir a ações como usar máscara, evitar lugares movimentados e lavar as mãos frequentemente.

Além disso, Tedros destacou que o consórcio Covax, de distribuição de vacinas para todo o mundo, ao qual a farmacêutica Moderna decidiu doar 500 milhões de doses, já distribuiu cerca de 50 milhões de vacinas em mais de 120 países, mas "continua enfrentando problemas de abastecimento".

O chefe da OMS ressaltou que o Covax e as demais iniciativas para desenvolver vacinas, tratamentos e diagnósticos ainda necessita de US$ 19 bilhões neste ano e que provavelmente precisará de US$ 35 bilhões a US$ 45 bilhões para continuar as vacinações em 2022.

Nesta linha, Tedros comentou que os países do G7, que no próximo mês realizarão uma reunião de líderes, "podem mobilizar grande parte desses recursos e liderar um esforço global para acelerar a vacinação ao redor do mundo".

O enviado especial da ONU para a Educação Global, o ex-primeiro-ministro britânico Gordon Brown, declarou, na mesma entrevista coletiva, que "os países mais ricos têm poder para se encarregar de dois terços dos custos destas necessidades sanitárias globais".