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EUA pedem diálogo na Colômbia após protestos que deixaram 19 mortos

05/05/2021 00h41

Washington, 4 mai (EFE).- Os Estados Unidos manifestaram tristeza nesta terça-feira pelas pelo menos 19 mortes em protestos nos últimos dias na Colômbia pela já derrubada reforma tributária e demonstraram apoio ao presidente do país sul-americano, Iván Duque, para resolver a situação através do diálogo.

A porta-voz adjunta do Departamento de Estado americano, Jalina Porter, declarou em entrevista coletiva que em todos os países do mundo os cidadãos têm o direito de protestar de maneira pacífica, mas condenou qualquer tipo de vandalismo.

Porter também pediu para as autoridades de segurança colombianas demonstrarem "contenção máxima" diante das manifestações e reiterou o apoio de Washington a Duque para que este dialogue com a população.

Mais contundente foi o presidente do Comitê de Relações Exteriores da Câmara, o democrata Gregory Meeks, que fez um apelo para o presidente colombiano "diminuir a violência e deixar claro que o uso excessivo da força é indesculpável".

As manifestações começaram em novembro de 2019 em protesto contra a reforma fiscal anunciada por Duque e ressurgiram na semana passada, após um ano de pandemia, que empobreceu milhares de famílias.

Os colombianos que saíram às ruas protestam contra uma reforma tributária que, se tivesse ido adiante, teria atingido especialmente as classes média e baixa, ampliando a base tributária e cobrando IVA a 19%. As manifestações não pararam apesar da renúncia do ministro da Fazenda, Alberto Carrasquilla, e já resultaram na morte de 18 civis e um policial, enquanto pelo menos 800 pessoas foram feridas, de acordo com o escritório das Nações Unidas no país vizinho.

A maioria dos óbitos ocorreu na cidade de Cali, mas segundo o escritório da ONU também houve vítimas em localidades como Ibagué, Tolima, Pereira, Risaralda, Soacha e Cundinamarca.