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Argentina estabiliza escalada de casos do coronavírus

Governo da Argentina diz que o rápido aumento das infecções por covid, registrado nas últimas semanas, "parou", mas advertiu que o número continua significativo - Getty Images
Governo da Argentina diz que o rápido aumento das infecções por covid, registrado nas últimas semanas, "parou", mas advertiu que o número continua significativo Imagem: Getty Images

06/05/2021 20h20Atualizada em 06/05/2021 21h05

O governo da Argentina reconheceu nesta quinta-feira que o rápido aumento das infecções por covid-19 que havia sido registrado nas últimas semanas "parou", mas advertiu que o número continua sendo "significativo" e o sistema sanitário "permanece sob tensão".

"O aumento exponencial no número de casos parou. O número de casos se estabilizou em um número ainda significativo", disse a ministra da Saúde, Carla Vizzotti, em entrevista coletiva em Buenos Aires.

Ela informou que até a semana passada em todo o país houve uma queda de 8,5% nos casos, enquanto na região metropolitana de Buenos Aires, a mais afetada, foi de 16%.

"Essa tendência é até a semana 16 (epidemiológica). É uma tendência que é uma boa notícia em relação ao fato de que, se continuássemos aumentando com aquela velocidade, a situação ficaria realmente muito complexa", reconheceu.

Aumento de mortalidade

Mesmo assim, Vizzotti alertou que a situação não está resolvida: "Precisamos continuar trabalhando para que os diminuam cada vez mais rápido, pois nosso sistema de saúde ainda está sob tensão", comentou.

O recorde de casos diários na Argentina foi registrado no dia 16 de abril, com 29.472 infecções, enquanto ontem, ocorreu o maior número de óbitos: 663, chegando a um total de 65.865 vítimas.

"Estamos vendo um aumento na curva de mortalidade por data do óbito, o que também era esperado. Porque a mortalidade aumenta semanas após o aumento do número de casos", disse Carla Vizzotti.

Até o momento, um total de 7.399.515 pessoas na Argentina, com uma população de 45 milhões de habitantes, receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19, das quais 1.191.546 também foram imunizadas com a segunda.

A ministra anunciou que o mecanismo Covax informou que serão liberadas 861,6 mil doses da vacina desenvolvida pela AstraZeneca para que possam chegar à Argentina a partir do próximo dia 21, o que servirá para inocular pessoas com a segunda dose.

Polêmica com AstraZeneca

Além das vacinas da AstraZeneca recebidas pela Covax, a Argentina assinou um contrato com a farmacêutica no final do ano passado para receber doses que eram produzidas no sul do país e deveriam ser finalizadas no México e nos Estados Unidos, mas nunca chegaram.

Na semana passada, Carla Vizzotti se reuniu com representantes da empresa para solicitar informações sobre o processo e o calendário do recebimento dessas doses.

Paralelamente, a Justiça investiga se houve quebra de contrato por parte da farmacêutica, para a qual um procurador convocou a ministra a depor como testemunha, podendo ser por escrito.

A ministra esclareceu que manifestou à AstraZeneca e ao embaixador britânico na Argentina o interesse de que, além de produzir o princípio ativo para a América Latina, o país faça parte da cadeia de embalagens, para acelerar a produção.

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