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1 mês

Maduro diz que composição de conselho eleitoral se deve a acordo com oposição

06/05/2021 02h15

Caracas, 5 mai (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta quarta-feira que a nova diretoria do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) foi escolhida após um acordo com "todos os setores da oposição" e considerou essa composição como um "grande passo" para fortalecer a institucionalidade, apesar de a eleição ter sido criticada por alguns opositores.

"Foi um acordo político, como deveria ser, dialogado e negociado com todos os setores da oposição, o que rendeu uma CNE muito forte do ponto de vista de sua institucionalidade, com membros de grande prestígio profissional, de grande diversidade", afirmou Maduro em um ato de governo.

Entretanto, o líder opositor Juan Guaidó alegou que o árbitro eleitoral foi imposto de forma "unilateral" e que isso responde a uma "estratégia" de Maduro para continuar no poder, uma posição que não é compartilhada por outras lideranças antichavistas, como o duas vezes candidato presidencial Henrique Capriles.

A nova CNE foi escolhida na terça-feira pelo Parlamento - de maioria pró-governo - e é composta por três membros chavistas e dois da oposição.

O presidente do órgão é o ex-ministro da Cultura no governo de Hugo Chávez e da Educação Universitária com Maduro, Pedro Calzadilla, e o vice-presidente é o opositor Enrique Márquez.

A Junta Nacional Eleitoral continuará a ser presidida pela governista Tania D'Amelio, sancionada pelos EUA e única a permanecer no cargo. Já o líder da Comissão de Registro Civil e Eleitoral será o também chavista Alexis Corredor.

O outro membro do órgão é o opositor Roberto Picón, que foi conselheiro da extinta plataforma de oposição Mesa da Unidade Democrática (MUD), que reuniu todos os partidos que se opunham a Maduro para as eleições legislativas de 2015, nas quais ela obteve uma retumbante vitória.

Para Maduro, a nomeação dos membros do CNE é um grande passo para o fortalecimento das instituições do país. Ele também rejeitou que outros países, principalmente os EUA, critiquem a nomeação dos integrantes.

"A Venezuela é um país que tem uma vida democrática impecável, apesar da campanha que eles mesmos financiam", disse.