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1 mês

Sindicatos de enfermagem do Paraguai criticam gestão da saúde na pandemia

11/05/2021 22h16

Assunção, 11 mai (EFE).- Em meio a críticas ao governo, as associações e sindicatos de enfermagem do Paraguai lembraram nesta terça-feira os 60 colegas que morreram por Covid-19 com o mesmo número de cadeiras brancas colocadas em frente à catedral de Assunção, onde o arcebispo da capital, Edmundo Valenzuela, celebrou uma missa.

Durante a cerimônia, os sindicatos de enfermagem entregaram uma carta a Valenzuela para que ele enviasse ao presidente do país, Mario Abdo Benítez, na qual expressavam críticas à sua gestão da saúde e às necessidades do setor.

A missa e a instalação das cadeiras foi o ato final de uma marcha que começou no Ministério da Saúde e continuou pelo centro de Assunção até chegar à Catedral, em homenagem e reivindicação do Dia Mundial da Enfermagem, que será comemorado amanhã.

Com este protesto pacífico, o sindicato de enfermagem do Paraguai fez diversas reivindicações ao governo.

Essas exigências são as mesmas que chegarão ao presidente por meio da carta entregue ao arcebispo hoje, após a missa em homenagem aos seus colegas.

Durante a homilia, Valenzuela criticou o governo e disse que a "marginalização com que os enfermeiros estão sendo tratados" é impressionante.

"São profissionais da linha de frente e é uma obrigação do Estado satisfazer precisamente essa necessidade de prevenção e segurança", disse o arcebispo.

Depois da missa, os participantes voltaram à esplanada da catedral para ouvir a Ave Maria, cantada pelo tenor paraguaio Jorge Castro, enquanto Valenzuela lançava ao ar balões brancos.

O sindicato foi o primeiro a denunciar a saturação do sistema público de saúde devido à pandemia, bem como a falta de medicamentos agravada pelo aumento de infecções e hospitalizações.

Essas denúncias provocaram diversos protestos de cidadãos em Assunção, em abril, para exigir a renúncia de Abdo Benítez por sua gestão da pandemia.

O país também está atrás de outras nações da região na campanha de vacinação, limitada aos profissionais da saúde e idosos.

O Paraguai, com pouco mais de 7 milhões de habitantes, acumula 297.789 casos desde março de 2020, com 7.130 mortes e 246.680 pessoas recuperadas.