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1 mês

Menor palestino morre ao levar tiro do Exército israelense na Cisjordânia

18/05/2021 02h37

Jerusalém, 17 mai (EFE).- Um menor de idade palestino morreu nesta segunda-feira ao ser atingido por um tiro do Exército israelense em confrontos na Cisjordânia ocupada, onde a tensão também é alta após uma semana de forte escalada entre as milícias palestinas de Gaza e Israel, informaram o Ministério da Saúde palestino e a agência de notícias "Wafa".

"Um cidadão morreu por tiros israelenses" no campo de refugiados de Al Aroub, no sul da Cisjordânia, informou a pasta em comunicado.

A vítima, identificada como Akram Jawabreh, tinha 17 anos e morrou ao receber um disparou no peito que "o matou na hora", informou a agência de notícias oficial palestina, ao detalhar que a morte ocorreu durante confrontos com tropas israelenses na entrada do campo de Al Aroub.

Um porta-voz do Exército israelense disse à Agência Efe que o incidente ocorreu após "dois suspeitos terem atirado coquetéis Molotov contra veículos israelenses" em uma estrada perto de Al Aroub e que antes "as tropas agiram para impedi-los, disparando contra eles".

Após uma semana de tensão extrema em toda a região devido à dura escalada do conflito entre Israel e Gaza, os protestos e confrontos contra as forças israelenses se intensificaram na semana passada na Cisjordânia.

Nos últimos quatro dias, os confrontos deixaram cerca de 15 palestinos mortos - incluindo os desta segunda-feira - na Cisjordânia.

Para esta terça-feira, os partidos políticos, sindicatos e organizações civis palestinos pediram uma greve geral em Israel, na Cisjordânia e na Jerusalém Oriental ocupada para protestar contra a campanha militar israelense em Gaza, as ordens de despejo de famílias palestinas na Cidade Santa e o recrudescimento de agressões por parte de extremistas judeus.

Até o momento, a onda de violência entre Israel e os grupos islâmicos Hamas e Jihad Islâmica em Gaza resultou na morte de 212 palestinos na Faixa de Gaza e de dez pessoas em Israel.

Esta é a pior escalada desde a guerra de 2014, e até agora as tentativas de mediação e os apelos internacionais para que as partes cheguem a uma trégua não tiveram resultado.